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segunda-feira, 5 de março de 2012

INDICAÇÃO - A QUEDA - AS ULTIMAS HORAS DE HITLER




Neste post quero indicar para todos que se interessam por SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, o filme A Queda - As Ultimas horas de Hitler, em Alemão Der Untergang.

Ano: 2004
Gênero: Drama
Duração: 150min
Origem: Alemanha - Itália
Estúdio: Europa Filmes
Direção: Oliver Hirschbiegel
Roteiro: Bernd Eichinger
Produção: Bernd Eichinger


SINOPSE: 
O polêmico "Der Untergang", dirigido por Oliver Hirschbiegel, se centra nos últimos doze dias da vida de Adolf Hitler. Bruno Ganz interpretou com grande realismo um Hitler envelhecido e doente poucos dias antes do seu suicídio no bunker da antiga diplomacia do 3º Reich em Berlim. A história se desenvolve entre 20 de abril (dia do aniversário de 56 anos de Hitler) e 2 de maio de 1945 (dois dias após seu suicídio) e faz contraste entre a batalha final por Berlim e o que aconteceu nos fundos do imponente edifício em ruínas da Reichskanzlei. Junto a Bruno Ganz atuam Alexandra Maria Lara (secretária pessoal de Hitler), Ulrich Matthes e Corinna Harfouch (o ministro de Propaganda Joseph Goebbels e sua esposa) e Juliane Koehler (Eva Braun). O filme causou polêmica antes da estréia. É a primeira aproximação do cinema alemão, depois da Segunda Guerra Mundial, desta obscura figura de sua história recente. Muitos críticos alemães questionavam se deveria se mostrar um Hitler humano, com medos e problemas, e não apenas o monstro com energia criminosa que representou para a história da Europa na primeira metade do século 20.

MINHA IMPRESSÃO:
Como disse a sinopse feita pelo site www.cinenacomrapadura.com.br o filme mostra os últimos momentos da vida de Hitler e de seu regime. 
Sinceramente acho que todos que estudam sobre a segunda guerra deveriam assisti-lo, pois trás uma perspectiva no minimo interessante, como Hitler lidou ao descobrir que Berlin seria invadida pelos russos. E mais chocante ainda, o efeito dominó produzido pelo suicídio do führer. 


O que filme conta é que após sua morte, o 3° Reich, simplesmente ruiu, praticamente todos os oficiais ficam perdidos sem saber o que fazer. Alguns querem a rendição da Alemanha, outros querem continuar defendendo Berlim e assim segue. 


A conclusão que chego é que Hitler tinha seus seguidores, e estes "compartilhavam" de seus ideias, mas estes ideias eram dele, não eram exatamente comuns a todos os envolvidos, pois pouco tempo depois de seu suicídiovários oficiais tomam o mesmo caminho, e resolvem se matar, ou seja a ideologia nazista por si só não poderia ser sustentada sem sua figura maior, sem o seu principal idealizador. 


O filme mostra também como os oficiais de Hitler tinha medo de decepciona-lo, pois levou algum tempo até que alguém tivesse a coragem de contar para ele que Berlim estava prestes a ser invadida, e nesta hora ele se revolta dizendo como ninguém o informou da situação, chamando a todos de "puxa-sacos".  


Um outro ponto muito importante e o pilar principal da polemica que ocorreu antes do lançamento do filme era se deveriam mostrar exatamente este lado humano de Hitler, com problemas, sofrendo já com o peso da idade, e com as consequências que ele mesmo não queria viver para ver. Afinal a adoção do suicídio nada mais foi que uma fuga pois ele sabia o que enfrentaria se fosse capturado. 


Em fim, o filme acima de tudo é um relato histórico do que se passou nas ultimas horas do Führer, é indispensável que qualquer um que estude sobre o assunto, assista para ver o que muitos tentam simplificar ou mesmo deixar de lado. A queda do 3° Reich é impressionante, assim como foi sua ascensão. 



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sexta-feira, 2 de março de 2012

POSSÍVEL RELANÇAMENTO DE "MEIN KAMPF" MINHA LUTA



Bem neste post vou falar sobre a polêmica que surgiu alguns dias atrás, na terra da Rainha Elizabeth, parece que uma editora britânica tem intenções de relançar a obra auto-biográfica de Adolf Hitler, e isto gerou polêmica é claro, como tudo ultimamente é motivo de "barulho", com este controverso livro não seria diferente.

Para que nunca ouviu falar de Mein Kampf, é considerado uma auto-biografia de Hitler, que ele teria escrito em um caderno ou diário, durante o tempo que passou na prisão. O manuscrito foi editado mais tarde para que fosse impresso em formato de livro. 

O conteúdo realmente requer um certo cuidado, pois contem as ideias de Hitler, sobre como deveria conduzir a Alemanha etc. 

Porém a questão levantada é se ele deveria ser realmente relançado, pois existe uma preocupação com quem consumiria este conteúdo, se isto poderia desencadear alguma reação errada. Bem, acredito que quando se lê uma obra, ou consome qualquer conteúdo, ele é de livre interpretação, e que acredito que sim pessoas podem entender a mensagem que Hitler queria transmitir naquela época. 

Por outro lado o livro é importante para que se possa entender o que se passava na mente deste homem, talvez ainda exista um ponto dentro de nós que necessite entender porque tudo aquilo aconteceu. Claro que não sou ingenuo a ponto de acreditar que somente Hitler é culpado, afinal motivos ocultos sempre estão por trás de grandes acontecimento, mas Mein Kampf pode explicar o que se passava na cabeça de Hitler, e mais do que isto o livro é um objeto histórico por tanto deve ser preservado, afinal sempre existem dois lados da história, o de quem ganha e o de quem perde. 

Já ouvi gente dizer que isto deveria ser apagado da história, que ficaria apenas o aprendizado. Digo então que isto faz parte de um dos mais dolorosos aprendizados, sobre a real natureza humana que todos nós queremos negar a todo custo. 

E também não sou a favor de qualquer tipo de censura, o conhecimento deve ser livre. As pessoas que irão ler devem ser apenas advertidas sobre o que está por vir, afinal, sabemos que nem todos tem conhecimento primário para mergulhar na mente de alguém tão malignamente influente. Mas jamais censurar ou coibir que tais fatos sejam novamente jogados na cara das pessoas, afinal Hitler´s sempre vão existir, e eles estão por ai. 

*.Imagens retiradas aleatoriamente do google imagens

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - 1940 - A OFENSIVA CONTRA A FRANÇA - FINAL



Em fim, neste post vamos ver como a França se rendeu aos nazistas, e como ficará o país após a invasão, e também como Mussolini o Dutch, resolveu declarar guerra aos aliados.   


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - 1940 - A OFENSIVA CONTRA A FRANÇA - PART 2




Neste post vou dar continuidade a história sobre a ofensiva alemã contra os franceses, não deixe de ler o post anterior para melhor entender a situação mundial no inicio dos anos de 1940. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - 1939 HITLER INVADE A POLÔNIA




Neste post, vamos ver com a Polônia foi invadida, como teve inicio a Segunda Guerra Mundial, e como termina o ano de 1939 na Europa. 

HOJE NA HISTÓRIA - 16/11/1940 - NAZISTA FECHAM O GUETO DE VARSÓVIA


Muro do gueto sendo construído  

Os nazistas fecham o acesso ao Gueto de Varsóvia, isolando-o com um muro. O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico de toda a Alemanha nazista na Polônia. Em seus três anos de existência, a população foi reduzida de 300 000 para 70 000 habitantes. vitimas da fome e doenças. O Gueto também foi palco de uma insurreição massiva contra a ocupação nazista na europa. 

Voltaremos a falar com maiores detalhes do Gueto de Varsóvia em breve. 


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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - ANEXAÇÃO DA AUSTRIA E INCORPORAÇÃO DO SUDETOS


Himmler in Graz, Austria during Hitler's Austrian election campaign, April 1938

Este post da continuidade na serie sobre a segunda guerra mundial. Veja como a Áustria foi anexada, e como houve a incorporação do Sudetos.

BAND OF BROTHERS - AIRBONE 101


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Neste post, trago uma indicação de uma ótima serie sobre a segunda guerra, co-produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks. Veja um pouco mais sobre a serie, trailers entre outros pois vale a pena assistir.

domingo, 2 de outubro de 2011

O PACTO ANTI-KOMINTERN


Como forma de combater o crescente movimento comunista, liderado pela U.R.S.S (União das Republicas Socialistas Soviéticas). A Alemanha e o Japão, assinaram o conhecido pacto Anti-Komintern (Anti-Comunista) em 1936. Os objetivos de conquista japonesa incluía a total dominação da Asia, o que era impedido pelo tratado de Versalhes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A SOMBRA DO NAZISMO

Residência de Hitler nos Alpes


Após 66 anos do fim da segunda guerra, do regime nazista, ainda paira sobre a Alemanha, e sobre o mundo. Cidadãos da Baviera ainda não sabem o que fazer com os vestígios da casa que pertenceu a Adolf Hitler.

Alguns não querem ter vestígios desta horrenda parte da história. Dos escombros de "Berghof" não restam muito, a  mesma ja fora bombardeada, dinamitada e desimpedida com máquinas. Mas seus vestígios ainda trazem recordações amargas, e alguns divergem entre a conservação como patrimônio histórico, e outros querem sua total aniquilação, pois não pretendem que a mesma se torne um ponto turístico, e temem que isto atraia pessoas que ainda cultuam tal regime, ou o denominado "Neonazismo". 

Bergholf após, ser bombardeada pelas forças aliadas


Vale dizer que Bergholf era a residência favorita de Füher nos Alpes, e esta era regularmente frequentada por ele durante mais dez anos antes de sua morte. 


Escombros da Fachada de Bergholf



Bergholf está situada no meio do caminho de Oberzalsberg, a montanha que domina a aldeia de Berchtesfaden, fronteira com a Austria. Sua localizam não é conhecida, não é divulgada pelas autoridades, e tão pouco sinalizada.



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REINCORPORAÇÃO DO SARRE E LUFTWAFFE






Em 13 de janeiro de 1935, o nazismo obteve seu primeiro sucesso internacional. O Sarre era um antigo território alemão que tivera suas jazidas exploradas pelos franceses, durante 15 anos, como parte das reparações de guerra estabelecidas pelo Tratado de Versalhes. Agora, um plebiscito junto à população decidia, por maioria esmagadora, a reincorporação do Sarre ao Reich. Logo em seguida, em março, Hitler abalava a Europa com duas declarações retumbantes:

Capacete da Luftwaffe 



No dia 9, anunciou a criação da Luftwaffe (Força Aérea) e, no dia 16, o restabelecimento do serviço militar obrigatório, elevando imediatamente os efetivos de Wehrmacht (Força de Defesa, novo nome das forças armadas alemãs), de 100.000 para 500.000 homens. Ambas as declarações foram feitas em sábados, para que seu impacto internacional fosse amortecido pelos feriadosdos fins-de-semana.


As potências, alarmadas com o rearmamento germânico, decidiram, na Conferência de Stresa (abril de1935), formar uma frente antialemã, condenando o repúdio unilateral de qualquer tratado de fronteiras na Europa e garantindo a independência da Áustria. Observe-se, porém, que a declaração de Stresa, subscrita pela Grã-Bretanha, França e Itália, não proibia a alteração de fronteiras fora da Europa, não impedindo a Mussolini a conquista da Etiópia.

Em represália às decisões de Stresa, Hitler denunciou, em 21 de maio de 1935, todas as cláusulas
militares do Tratado de Versalhes. Manifestando, como sempre, seus objetivos pacíficos, o Führer
restituía à Alemanha a liberdade de ação no campo dos armamentos.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MASCHINENGEWEHR 42 - MG42


A MG42 (abreviação da língua alemã: Maschinengewehr 42) é uma metralhadora de calibre7.92 x 57 mm.
MG42 especificacao

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Desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial pela Alemanha com a intenção de substituir a MG34, com processo de fabricação mais simples. Seu batismo de fogo ocorreu na URSS e no norte da África, sendo um sucesso absoluto.
Mg-42b
Foi fabricada com o objetivo de substituir a MG34, mas como sua produção não atingiu o esperado, acabou sendo utilizada juntamente com a MG34.
MG-42
Em 1958 foi desenvolvida uma versão da MG42 para munições de 7,62 mm, adoptadas como padrão pela NATO. A nova versão foi denominada MG42/59 ou MG1, dando origem às variantes MG2 e MG3.
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mg42

FONTE: WIKIPEDIA
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O TRATADO DE VERSALHES

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O Tratado de Versalhes (1919) foi um tratado de paz assinado pelas  potências europeias que encerrouoficialmente a Primeira Guerra Mundial. Após seis meses de negociações, em Paris, o tratado foi assinado
como uma continuação do armistício de Novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente.

Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colônias sobre os oceanos e sobre o continente africano, uma restrição ao tamanho do exército e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. A República de Weimar também aceitou reconhecer a independência da Áustria. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de Junho de 1919. O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de Janeiro de 1920.

Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.

No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 milhões de dólares. Os encargos a comportar com este pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial apenas 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.


Condições

O tratado tinha criado a Liga das Nações, um dos objetivos maiores do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. A Liga das Nações pretendia arbitrar disputas internacionais para evitar futuras guerras.
Só quatro dos chamados Quatorze Pontos de Wilson foram concretizados, já que Wilson era obrigado a negociar com Clemenceau, Lloyd George e Orlando alguns pontos para conseguir a aprovação para criação da Liga das Nações. A visão mais comum era que a França de Clemenceau era a mais vigorosa na luta por uma represália contra a Alemanha, já que grande parte da guerra tinha sido no solo francês.

Cedências territoriais

Outras cláusulas incluíam a perda das colônias alemãs e dos territórios que o país tinha anexado ou invadido num passado recente:

  • Alsácia-Lorena, os territórios cedidos a Alemanha no acordo de Paz assinado em Versalhes em 26 de Janeiro de 1871 e o Tratado de Frankfurt em 10 de Maio de 1871, seriam devolvidos a França (área 14 522 km², 1 815 000 habitantes, 1905);
  • A Sonderjutlândia seria devolvida a Dinamarca se assim fosse decidido por um plebiscito na região (toda a região da Schleswig-Holstein teve o plebiscito, sendo a Sonderjutlândia a única região a se decidir separar)(3984 km², 163 600 habitantes, 1920);
  • As províncias de Posen e Prússia Ocidental, que a Prússia tinha conquistado nas Partições da Polônia eram devolvidas após a população local ter ganho a liberdade na Revolução da Grande Polônia (área 53 800 km², 4 224 000 habitantes, 1931);
  • Hlucínsko, região da Alta Silésia, para a Checoslováquia (316 ou 330 km² e 49 000 habitantes);
  • Parte leste da Alta Silésia para a Polônia (área 3214 km², 965 000 habitantes) apesar do plebiscito ter apontado que 60% população preferiaficar sob domínio da Alemanha;
  • As cidades alemãs de Eupen e Malmedy para a Bélgica;
  • A região de Soldau da Prússia Oriental a Polônia (área de 492 km²);
  • Parte setentrional da Prússia Ocidental, Klaipda, sob o controle francês, depois transferida para a Lituânia;
  • Na parte oriental da Prússia Ocidental e na parte sul da Prússia Oriental, Vármia e Masúria, pequenas partes para a Polônia:
  • A província de Sarre para o comando da Liga das Nações durante 15 anos;
  • A cidade de Danzig (hoje Gdansk, Polônia com o delta do Rio Vístula foi transformada na Cidade Livre de Danzig sobre o controlo da Liga das Nações (área de 1893 km², 408 000 habitantes, 1929);

O artigo 156 do tratado transferiu as concessões de Shandong, da China para o Japão ao invés de retornar a região à soberania chinesa. O país considerou tal decisão ultrajante o que levou a movimentos como o Movimento de Quatro de Maio, que influenciou a decisão final chinesa de não aderir ao Tratado de Versalhes. A República da China declarou o fim da guerra contra a Alemanha em Setembro de 1919 e assinou um tratado em separado com a mesma em 1921.


Reparações de guerra e cláusulas de culpa

Em seu livro Margaret Olwen MacMillan escreve:

”No início, França e Bélgica argumentavam que o dano direto deveria receber prioridade em qualquer distribuição de reparações. No norte francês, altamente industrializado, os alemães levaram tudo o que queriam para o uso próprio e destruíram muito do que sobrara. Mesmo batendo em retirada em 1918, as forças alemãs encontraram tempo para destruir as minas de carvão mais importantes da França.”

O artigo 231 do Tratado (a cláusula da 'culpa de guerra') responsabilizou unicamente a Alemanha por todas as 'perdas e danos' sofridas pela Tríplice Entente durante a guerra obrigando-a a pagar uma reparação por tais atos. O montante total foi decidido entre a Tríplice Entente na Comissão de Reparação. Em Janeiro de 1921 esse número foi oficializado em 269 biliões de marcos, dos quais 226 biliões como principal, e mais 12% do valor das exportações anuais alemãs - um valor que muitos economistas consideraram ser excessivo. Mais tarde, naquele ano, a dívida foi reduzida para 132 biliões, o que ainda era considerado uma soma astronômica para os observadores germânicos.

Os problemas econômicos que tal pagamento trouxe, e a indignação alemã pela sua imposição são normalmente citados como um dos mais significantes factores que levaram ao fim da República de Weimar e ao início da ditadura de Adolf Hitler, que levou à II Guerra Mundial. Alguns historiadores, como Margaret Olwen MacMillan discordam desta afirmação, popularizada por John Maynard Keynes.

A posição dos Estados Unidos

Os Estados Unidos da América não ratificaram o tratado. As eleições para o Senado em 1918 deram a vitória ao Partido Republicano (49 contra 47 lugares), que assumiu o controlo do Senado e por duas vezes bloqueou a ratificação (a segunda vez em 19 de março de 1920), favorecendo o isolamento do país opondo-se à Sociedade das Nações. Outros senadores queixaram-se da quantidade excessiva de reparações a que a Alemanha era obrigada. Como resultado, os Estados Unidos nunca aderiram à Sociedade das Nações e negociaram em separado uma paz com a Alemanha: o Tratado de Berlim de 1921, que confirmou a pagamento de indenizações e de outras disposições do Tratado de Versalhes, mas excluiu explicitamente todos os assuntos relacionados com a Sociedade das Nações.


As negociações

As negociações entre as potências aliadas começaram em 18 de Janeiro, no Salão dos Relógios no Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, no Quai d'Orsay, em Paris. No início participaram nas negociações 70 delegados
representado 27 nações.

Tendo sido derrotados, a Alemanha, a Áustria e a Hungria (estados que sucederam à Áustria- Hungria) foram excluídas das negociações. A
República Socialista Federativa Soviética da Rússia também foi excluída porque tinha negociado o Tratado de Brest-Litovsk, que estabelecia uma paz separada com a Alemanha em 1918, graças ao qual a Alemanha ganhou uma
grande faixa de terras e de recursos à Rússia.

Até Março de 1919, as extremamente complexas negociações das condições
de paz foram conduzidas através de reuniões periódicas do "Conselho dos
Dez" (líderes de governo e ministros dos Negócios Estrangeiros), composto
pelos cinco grandes vencedores (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão). Uma vez que este organismo revelou ser demasiado pesado e formal para uma tomada eficaz de decisões, o Japão e os ministros dos Negócios Estrangeiros deixaram as principais reuniões, de modo que apenas os ditos "Quatro Grandes" permaneceram. Após as suas reivindicações territoriais.


Estrutura do Tratado

Parte I - Pacto da Sociedade das Nações (artigos 1 a 26 e anexo).
Parte II - As Fronteiras da Alemanha (artigos 27 a 30).
Parte III - Cláusulas para Europa (artigos 31 a 117 e anexos).
Parte IV - Direitos e interesses alemães fora da Alemanha (artigos 118 a 158 e anexos).
Parte V - Cláusulas militares, navais e aéreas (artigos 159 a 213).
Parte VI - Prisioneiros de guerra e cemitérios (artigos 214 a 226).
Parte VII - Sanções (artigos 227 a 230).
Parte VIII - Reparações (artigos 231 a 247 e anexos).
Parte IX - Cláusulas financeiras (artigos 248 a 263).
Parte X - Cláusulas económicas (artigos 264 a 312).
Parte XI - Navegação aérea (artigos 313 a 320 e anexos).
Parte XII - Portos, vias marítimas e vias férreas (artigos 321 a 386).
Parte XIII - Organização Internacional do Trabalho (artigos 387 a 399).
Procedimentos (artigos 400 a 427 e anexo).
Parte XIV - Garantias (artigos 428 a 433).
Parte XV - Previsões e diversos (artigos 434 a 440 e anexo).

Referências

1. Peacemakers: The Paris Peace Conference of 1919 and Its Attempt to End War (também nomeado Paris 1919: Six Months That Changed the World e Peacemakers: Six Months That Changed the World) por Margaret MacMillan e John Murray.
2. LENTIN, Antony. Guilt at Versailles: Lloyd George and the Pre-history of Appeasement. [S.l.]: Routledge, 1985. ISBN 9780416411300.
3. Alan Sharp, "The Versailles Settlement: Peacemaking in Paris, 1919", 1991
4. http://www.abc.net.au/federation/fedstory/ep2/ep2_places.htm
5. Harold Nicolson, Diaries and Letters, 1930-39,250; cit. in Derek Drinkwater: Sir Harold Nicolson and International Relations: The Practitioner as Theorist (http://www.oup.co.uk/pdf/0-19-927385-5.pdf) , p. 139.


Bibliografia

H. Foley, W. Wilson. Woodrow Wilson's Case for the League of Nations. Princeton University Press, Princeton, 1923.
W. Stanley Macbean Knight. The History of the Great EuropeanWar - Its Causes and Effects. Caxton Publishing Co., Londres, 1914-1919,
Volumes I - X.
Margaret Macmillan. Paris 1919. Random House, Nova Iorque, 2003.
Magnoli, Demetrio (2008) História da Paz. São Paulo: Editora Contexto, 448p. ISBN 85-7244-396-7

FONTE: WIKIPÉDIA

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terça-feira, 31 de maio de 2011

O HORRO DA SEGUNDA GUERRA EM CENAS REAIS


Documentário francês sobre o maior conflito da história traz imagens de época inéditas que retratam o trágico impacto do embate na vida dos civis
por Graziella Beting

Divulgação
Quando a série Apocalipse foi ao ar na televisão francesa, em setembro de 2009, tornou-se um sucesso de público e crítica. Exibido em seis episódios, o documentário de Isabelle Clarke e Daniel Costelle foi montado exclusivamente com imagens de arquivo restauradas e passadas para alta definição. Selecionados dentre um total de 650 horas de filmes, esses registros vieram de 46 coleções diferentes, do mundo inteiro.

Mais da metade das imagens é inédita, e as cenas surpreendem por retratar a população civil durante o conflito. Muitas das sequências, originalmente em preto e branco, foram colorizadas – com exceção das referentes ao Holocausto.

Não há entrevistas ou gravações contemporâneas. O documentário é todo construído pela sucessão de cenas históricas. Inevitavelmente, o filme mostra a guerra do ponto de vista francês, com ênfase na movimentação de suas tropas, suas estratégias e alianças.

Os seis episódios saem agora no Brasil em uma caixa com três DVDs. O período abordado vai de 1933, quando Hitler se torna chanceler, até a fase final da guerra, de 1944 a 1945, com o desembarque dos Aliados na Itália e o ataque nuclear americano ao Japão. A própria imagem do apocalipse.
 
Apocalipse – Redescobrindo a Segunda Guerra Mundial (#Apocalypse – La Deuxième Guerre Mondiale#, França, 2009, 312 min). Direção: Isabelle Clarke. Distribuição: Log On.

 
FONTE: HISTÓRIA VIVA

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - ALDOF HITLER FOI INDICADO AO PREMIO NOBEL DA PAZ

 

time_hitler1

Poucas pessoas, sabem que um dos homens mais temidos, e porque não dizer, odiado de todos os tempos, Adolf Hitler recebeu em 1938 uma indicação ao premio Nobel da paz, isto mesmo, vocês não estão lendo errado.

Foi também alegado que a autora de origem judaica Gertrude Stein defendeu nesse ano a entrega do Prémio Nobel da Paz a Hitler.

Vale ressaltar que dois meses depois de sua indicação, ela foi completamente descartada, e que se houvesse ocorrido, seria o maior paradoxo da história moderna.

Como se não fosse o suficiente,  no ano seguinte o Führer recebeu de uma das revistas mais importantes, a revista TIMES a distinção de ser o homem do ano.

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SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - A NOITE DAS LONGAS FACAS
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - FORMA-SE O PARTIDO

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - A NOITE DAS LONGAS FACAS

 

Noite Facas Longas - Rohm Inspenciona Tropas

Logo após o abandono da Liga das Nações (que já se ressentia da ausência dos Estados Unidos e URSS) pelo Japão, foi a vez da Alemanha retirar-se.
Anunciando a saída da representação germânica, Hitler declarou que o não desarmamento das outras nações obrigava a Alemanha àquela forma de
protesto. Embora na realidade ele simplesmente desejasse furtar-se às peias que a Liga das Nações poderia opor à sua política militarista, o Führer teve
o cuidado de reiterar os propósitos pacifistas de seu governo. Aliás, nos anos seguintes, Hitler proclamaria suas intenções conciliatórias em várias
oportunidades, como meio de acobertar objetivos expansionistas.

O nazismo fortalecia-se rapidamente na Alemanha. Hitler precisava do apoio de Reichswehr para realizar o rearmamento alemão, mas a maioria dos
generais mantivera-se até então numa atitude de expectativa em relação ao novo governo. A pretensão da SA, manifestada por seus chefes em múltiplas
ocasiões, de se transformarem em exército nacional, horrorizava os militares profissionais, educados na Escola von Seeckt. Parecia-lhes um absurdo
entregar aquela pequena, mas eficientíssima máquina, que era Reichswehr, nas mãos dos turbulentos "camisas pardas", acostumados apenas a combates
de rua. Hitler inclinava-se a dar razão aos generais, o que vinha contra os interesses dos membros da SA mais radicais. Em alguns círculos da milícia
nazista, já se falava na necessidade de uma segunda revolução que restituísse ao Partido o ímpeto inicial.

Noite Facas Longas - Ernst  Rohm Hauptmann


O capitão Ernst Röhm, grande influenciador das tropas de choque nazistas, a SA, passou então a não só se mostrar mais radical ao Führer, mas ainda a incentivar a deposição de Adolf Hitler e fazer então um novo Putsch. Heinrich Himmler, chefe da SS, que na época era apenas uma subdivisão da SA, entregou a Hitler provas dos planos elaborados por Röhm - uma tentativa de assassinato a todos os grandes nomes do partido nazista, que, segundo os próprios planos, seria conhecido como Noite das facas longas.

Por ordem expressa do Führer, foram realizadas execuções sumárias, realizadas pela SS e pela SD, na noite de 29 para 30 de Junho de 1934. Por ironia, Adolf Hitler deu às execuções o próprio nome idealizado por Röhm,
Noite das Facas Longas. Quase todos os líderes da SA, a começar por seu chefe, o Capitão Ernst Röhm, foram passados pelas armas, juntamente com alguns políticos oposicionistas e o General von Schleicher (Kurt, 1882-1934), que era o maior opositor a Hitler no seio da Reichswehr. Tal decisão provocou a morte de algumas centenas de pessoas, muitas das quais eram fiéis do Partido, desde longa data.

Com essas execuções, o Führer atingiu um duplo objetivo: extinguiu os gérmenes da rebelião entre os SA, desde então reduzidos a um papel meramente decorativo, e deu aos generais uma sangrenta garantia de que
pretendia conservá-los na direção da Reichswehr. O expurgo fora levado a cabo pela SS, tropas de elite do Partido, ligadas a Hitler por um juramento especial. Esse corpo de homens selecionados, formando uma verdadeira guarda do regime, iniciou naquele dia a ascensão que iria levá-lo, sob a chefia de Heinrich Himmler, ao controle total da vida alemã, em nome de Hitler. Em 1945, quase um milhão de homens tinha envergado o uniforme negro com a insígnia da caveira, partindo de um núcleo que em 1929 contava com apenas 280 elementos.

A Noite das Facas Longas fez a Reichswehr cerrar fileiras em torno de Hitler, que, reforçado por tal sustentáculo, pode então se dedicar a seus planos longamente acalentados.

A primeira tentativa expansionista do III Reich fracassou. Desde sua ascensão ao poder, Hitler vinha incentivando o desenvolvimento de um partido
nazista austríaco, como base para uma posterior anexação da Áustria à Alemanha. Nessa época, os austríacos estavam sob o governo ditatorial do
chanceler católico Engelbert Dollfuss, inquebrantável defensor da independência de seu país. Em 27 de Julho de 1934, Dollfuss foi assassinado em Viena, por um grupo de nazistas sublevados. Mussolini, temendo que os alemães ocupassem a Áustria, enviou tropas para a fronteira, enquanto a Europaera sacudida por um frêmito de indignação contra a Alemanha. Hitler, porém, recuou, negando qualquer conivência com os conspiradores austríacos.

Dollfuss foi sucedido por von Schuschnigg (Kurt Edler, n. 1897), que continuou a política conservadora e nacionalista de seu antecessor.

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