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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 23/11/1826 - ACORDO PARA ABOLIÇÃO DO TRAFICO ESCRAVISTA




Assinado no Rio de Janeiro um tratado entre o império brasileiro e o Reino Unido para a abolição do tráfico de escravos.

Em 1807 a Inglaterra extinguiu o comercio de escravos, e promoveu campanha pelo mundo a fora para que outros países fizessem o mesmo. Em negociações para reconhecer a independência do Brasil, o Reino Unido impôs a condição para que o Imperador abolisse esta pratica no país. Assim Dom Pedro I assina em 23/11/1826 um convênio comprometendo-se a extinguir a pratica em no máximo três anos.




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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 21/11/1968 - PRESIDENTE COSTA E SILVA E A LEI DA CENSURA



Presidente Costa e Silva sanciona a Lei de Censura de obras teatrais e de cinema e cria o Conselho Superior de Censura.

Em 21 de novembro de 1968, foi criado o Conselho Superior de Censura, baseado no modelo norte americano de 1939, Lei da Censura Nº 5.536, de 21 de novembro de 1968. O motivo oficialmente propalado era a infiltração de agentes comunistas nos meios de comunicações, lançando notícias falsas de tortura e desmandos do poder constituído.


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA - 16/11/1940 - NAZISTA FECHAM O GUETO DE VARSÓVIA


Muro do gueto sendo construído  

Os nazistas fecham o acesso ao Gueto de Varsóvia, isolando-o com um muro. O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico de toda a Alemanha nazista na Polônia. Em seus três anos de existência, a população foi reduzida de 300 000 para 70 000 habitantes. vitimas da fome e doenças. O Gueto também foi palco de uma insurreição massiva contra a ocupação nazista na europa. 

Voltaremos a falar com maiores detalhes do Gueto de Varsóvia em breve. 


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA - 14/11/2004 - O IRÃ SUSPENDE MAIOR PARTE DO PROGRAMA NUCLEAR






O Irã concorda em suspender a maior parte de seu programa de enriquecimento de urânio, para evitar as sanções econômicas a serem votadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Foi um acordo firmado com UE, em que o irá se comprometeria a suspender grande parte do programa de enriquecimento de urânio. 

No acordo estava previsto um pacote de incentivo que vão desde a cooperação em tecnologia nuclear pacifica para um acordo comercial possível. Em troca o Irã teria de abrir mão permanentemente de quaisquer atividades que poderiam ser usadas para construir a bomba atômica. 


SITUAÇÃO DO PROGRAMA DE ENRIQUECIMENTO IRANIANO NOS DIAS DE HOJE:


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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 09/11/1938 - A NOITE DOS CRISTAIS QUEBRADOS


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Kristallnacht — literalmente, a noite de cristal, ficou conhecida como “a noite dos cristais quebrados”. Foi o nome dado a uma brutal onda de violência cometida pelos nazistas, em 09 de novembro de 1938, contra os judeus. Foram atacados casas, lojas, sinagogas, tiveram seus vidros quebrados e muitas sinagogas foram incendiadas,  e os bombeiros receberam ordens para não deterem os incêndios.

A série de violência ocorreu por toda a Alemanhã, incluindo o Sudetos e a Austria anexada. Desesperados com a violência, varios judeus cometeram suicídio, e muitos foram mortos pelas forças nazistas.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 7/11/1944 - FRANKLIN D. ROOSEVELT SE TORNA PRESIDENTES DO EUA




A eleição presidencial dos Estados Unidos de 1944 foi a quadrigésima eleição presidencial do país. Ocorreu enquanto os Estados Unidos estava preocupado com os combates da Segunda Guerra Mundial. O presidente Franklin D. Roosevelt (FDR) estava no cargo mais do que qualquer outro presidente, mas manteve-se popular. Ao contrário de 1940, havia pouca dúvida de que Roosevelt iria concorrer para mais um mandato como o candidato democrata. Seu adversário republicano, em 1944, foi o governador de Nova Iorque Thomas E. Dewey. Dewey concorreu numa campanha enérgica, mas como seria de esperar, Roosevelt prevaleceu.

Esta foi a última eleição, onde o candidato democrata venceu em todos os estados do sul.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1900–MORRE O FILÓSOFO ALEMÃO FRIEDRICH NIETZSHE


Friedrich Nietzsche, filósofo, poeta e filólogo alemão, cujo pensamento é considerado como um dos mais radicais, ricos e sugestivos do século XX, morreu em Weimar, em 25 de agosto de 1900. Sua delicada saúde -- marcada pela pouca visão e constantes enxaquecas --, o obrigou a se aposentar em 1889. Nietzsche sofreu uma crise nervosa da qual jamais se recuperou.

O alemão fundamentou sua ética no que acreditava ser o instinto humano mais essencial: a vontade de poder. Nietzsche criticou o cristianismo e os sistemas morais de outros filósofos como "morais escravas", porque prendiam todos os membros da sociedade com normas universais de ética. Ele propôs uma "moral mestra", que apreciava a influência criativa de indivíduos poderosos que transcendem as normas comuns. A do super-homem é uma das ideias da filosofia de Nietzsche que mais interpretações vem sofrendo ao longo dos tempos .

Nietzsche

Nietzsche fotografado por Hans Olde no verão de 1899

Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken, Prússia. Seu pai , ministro luterano, morreu quando tinha cinco anos, sendo educado pela mãe. Ele estudou filologia clássica nas Universidades de Bonn e Leipzig e foi nomeado professor de filología grega na Universidade de Basileia aos 24 anos. Além da influência da cultura helênica, Nietzsche foi influenciado pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, pela teoria da evolução e por sua amizade com o compositor Richard Wagner.

Escritor prolífico, escreveu obras importantes: A Origem da Tragédia (1872); Assim Falou Zaratustra (1883-1885); Além do Bem e do Mal (1886); A Genealogia da Moral (1887); O Crepúsculo dos Deuses (1888); O Anticristo (1888); Ecce Homo (1889); A Vontade de Poder (1901).

Um dos argumentos fundamentais de Nietzsche era que os valores tradicionais, representados em essência pelo cristianismo, tinham perdido seu poder na vida das pessoas, o que chamava de ‘nihilismo passivo’, expresso em sua cortante proclamação “Deus morreu”. Estava convencido que os valores tradicionais representavam uma “moralidade escrava”, criada por pessoas débeis e ressentidas que fomentavam comportamentos como a submissão e o conformismo uma vez que os valores implícitos em tais condutas serviam a seus interesses. Afirmou o imperativo ético de criar valores novos que deveriam substituir os tradicionais. A discussão sobre esta possibilidade evoluiu até configurar seu retrato do homem por vir, o `super-homem' (übermensch).

As massas, a quem chamava de ‘rebanho’, ‘manada’ ou ‘multidão’, se adaptam à tradição, enquanto seu super-homem utópico é seguro, independente, individualista. O super-homem sente com intensidade, porém suas paixões estão contidas e reprimidas pela razão. Centrando-se no mundo real, mais que nas recompensas do mundo futuro prometidas pelas religiões, o super-homem afirma a vida, inclusive o sofrimento e a dor que a existência humana carrega. Seu super-homem é um criador de valores, um exemplo de “eticidade mestra” que reflete a força e independência de alguém que está livre das amarras do humano “envilecido” pela docilidade cristã, salvo aquelas que julga vitais.

Nietzsche sustentava que todo ato ou projeto humano está motivado pela “vontade de poder”, que não é tão só o poder sobre outros, e sim o poder sobre si mesmo, algo necessário para a criatividade. Tal capacidade se manifesta na autonomía do super-homem. Se bem que tenha negado em muitas oportunidades que nenhum super-homem havia ainda surgido, citou algunas figuras que poderiam servir de modelo: Sócrates, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare, Goethe, Júlio César e Napoleão. O conceito do super-homem foi insistentemente criticado por ser fruto de um intelectual que se desenvolve numa sociedade de amos e escravos e foi identificado com as filosofías autoritárias.

Aclamado poeta, Nietzsche exerceu influência sobre a literatura alemã, assim como sobre a literatura europeia e a teología. Seus conceitos foram discutidos e ampliados por personalidades como os filósofos Karl Jaspers e Martin Heidegger, o filósofo judeu-alemão Martin Buber, o teólogo Paul Tillich e os escritores Albert Camus e Jean-Paul Sartre.

FONTE: OPERAMUNDI

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1950 - McCARTHY DIZ QUE DEPARTAMENTO DE ESTADO TEM COMUNISTAS INFILTRADOS

 

O senador por Wisconsin, Joseph McCarthy anunciou num discurso pronunciado em 9 de fevereiro de 1950 em Wheeling, Virginia Ocidental, que tinha uma lista de nomes de mais de 200 funcionários do Departamento de Estado que são “conhecidos comunistas”. No auge da Guerra Fria, o discurso do senador encontrou eco nacional e avivou os temores dos norte-americanos quanto à existência de subversivos no seio do governo.

Em poucos meses, McCarthy instalou uma verdadeira paranóia, igualmente uma arma poderosa para desestabilizar os democratas no poder. Após a eleição de Eisenhower em 1952, McCarthy presidiu o subcomitê senatorial permanente de inquérito antes que seus métodos inquisitoriais fossem denunciados pelos meios de comunicação e depois pelo próprio Senado.

Falando no Clube Republicano de Mulheres do Condado de Ohio em Wheeling, McCarthy brandiu diante de sua plateia um pedaço de papel. De acordo com o único representante da imprensa escrita presente na conferência, McCarthy disse que "Tenho aqui em minhas mãos uma lista de 205 funcionários do Departamento de Estado que são conhecidos pelo Secretário de Estado como sendo membros do Partido Comunista e que, apesar disso, continuam trabalhando e formulando a política externa dos Estados Unidos.”

Nas semanas que se seguiram o número flutuou completamente, com McCarthy afirmando em distintos momentos que havia 57 ou 81 ou ainda 10 comunistas no Departamento de Estado. Na verdade, McCarthy jamais produziu qualquer evidência consistente de que houvesse até mesmo um único comunista daquele órgão de governo.

A despeito da inconsistência de McCarthy, de sua recusa em informar qualquer dos nomes dos “conhecidos comunistas” e de sua incapacidade de produzir qualquer prova coerente ou razoável, suas acusações impactaram a opinião pública norte-americana.

Leia mais:
1956: O dramaturgo Arthur Miller em julgamento
1954: McCarthy acusa CIA de ter comunistas infiltrados
1961: Eisenhower alerta para risco do 'complexo militar industrial'
1939: Revelada carta de Einstein a Roosevelt sobre bomba atômica

Os meses precedentes que o levaram ao pronunciamento de fevereiro mostraram-se penosos para a política de Guerra Fria dos Estados Unidos. Na China proclamou-se a vitória da Revolução Comunista. Os soviéticos detonaram um artefato atômico. As disparatadas acusações de McCarthy proporcionavam uma explicação pronta para esses desastres de política externa: os subversivos comunistas estavam trabalhando bem no âmago do governo de Washington.

"McCarthismo," como a perseguição aos comunistas nos Estados Unidos passou a ser conhecido durante os anos 1950, provocou incalculáveis danos às carreiras e à vida de muitas pessoas, teve um efeito amordaçante nos debates domésticos sobre questões da Guerra Fria e tratou de aterrorizar milhões de cidadãos.

McCarthy, no entanto, não conseguiu identificar nenhum comunista e seu poder pessoal ruiu em 1954 quando acusou o exército de afagar conhecidos comunistas. Audiências televisadas de suas investigações no interior do Exército fizeram a população norte-americana perceber suas táticas intimidatórias e a falta de credibilidade pela primeira vez em sua totalidade. Pouco demorou para perder apoios, sendo censurado em seguida pelo próprio Senado. Joseph McCarthy morreu em 1957.

Outros fatos marcantes da data:
09/02/1964: Primeiro contigente dos EUA desembarca no Vietnã
09/02/1431: Acusada de heresia, começa o processo contra Joana d'Arc
09/02/1776: Thomas Paine publica o seu famoso panfleto "Common Sense"

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1828 - NASCE O ESCRITOR FRANCÊS JÚLIO VERNE

 

Nasce em 8 de fevereiro de 1828, no bairro da ilha Feydeau, em Nantes, aquele que viria a ser um dos maiores escritores franceses e o pioneiro da ficção científica. Filho de Pierre Verne, que exercia a profissão de procurador e de Sophie Allote de la Fuye, filha mais velha de uma família burguesa de cinco filhos de navegantes e armadores, Júlio Verne iria marcar a ficção científica e mais genericamente a literatura do século XIX. O ano 2005 foi declarado o “Ano Júlio Verne” por coincidir com o centenário da morte do autor.

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Desenho publicado na primeira edição de Vinte Mil Léguas Submarinas


Jules Gabriel Verne Allotte começou sua carreira literária após seu pai desiludir-se com a sua trajetória de advogado. Depois de ter se diplomado em Letras e Direito, Verne prosseguiu com seus estudos em Paris. Dedica-se então ao teatro, graças aos Alexandre Dumas, pai e filho, e ocupa o posto de secretário do teatro lírico até 1854 onde faz encenar peças por ele escritas em colaboração com Michel Carré. Em 1848 compôs, com Carré, dois libretos para operetas, e, em 1850, uma comédia em verso, em parceria com Alexandre Dumas Filho. Só descobriu seu verdadeiro gênero literário ao escrever algumas narrativas de viagens.

Para fazer face as suas novas responsabilidades familiares, torna-se agente de câmbio. Verne estabelece então contato com Pierre-Jules Hetzel, um editor, e lhe apresenta um manuscrito intituladoViagem ao ar que viria a ser o Cinco semanas em um Balão, que marcou o início de uma longa associação. Este primeiro grande êxito, Cinco Semanas em um Balão, havia sido recusado por quinze editoras, que não viam no livro mais que uma tentativa frustrada de predizer o futuro. Até que Verne conhece Hetzel, o editor mais influente de Paris, que lhe propôs escrever dois livros por ano. O sucesso foi gigantesco.

Destacadas obras
Seus romances são reunidos, a partir de 1866, numa coleção ilustrada que leva o título geral deViagens Extraordinárias pelos Mundos Conhecidos e Desconhecidos. A obra A volta ao Mundo em 80 dias é publicada em folhetins em 1872 e imediatamente se torna o maior sucesso de seu autor.

Foi um dos primeiros escritores a praticar uma literatura na linha da moderna ficção científica. Verne previu, entre outros inúmeros inventos, a televisão; o helicóptero; o cinema falado; a iluminação a néon; o ar condicionado; os arranha-céus; os mísseis teleguiados; os tanques de guerra; os veículos anfíbios; o avião; a caça submarina; o aproveitamento da luz e da água do mar para gerar energia; o uso de gases como armas químicas.

Leia mais:
1917 - Acusada de espionagem, Mata Hari é morta na França
1927 - Dançarina Isadora Duncan morre em acidente de carro
1932 - Radio City Music Hall é inaugurado em Nova York

Verne escreveu obras de aventura e ficção científica que influenciaram gerações. Em Vinte Mil Léguas Submarinas, aparece o Náutilus, submarino com dispositivo semelhante ao mecanismo termonuclear utilizado atualmente, e passamos a conhecer também um dos seus personagens mais famosos, o Capitão Nemo, que sonha em construir uma base submarina para sua nação utópica e organizada utilizando a energia nuclear para suprir as necessidades de abastecimento desta base.

Verne foi influenciado por Jonathan Swift, com seu livro Viagens de Gulliver, por Daniel Defoe e seuRobinson Crusoé, e ainda por Edgar Allan Poe e sua obra macabra. Verne sabia captar o que agradava aos leitores de todas as idades, conseguindo mantê-los atentos e curiosos. Sua atualidade ainda persiste, assim como sua popularidade. Seus livros figuram entre as obras mais conhecidas e apreciadas do mundo.

Outros fatos marcantes da data:
08/02/1861: Estados do sul se separam dos EUA
08/02/1916: Nasce o movimento cultural-artístico 'dadaismo'
08/02/1725: Morre Pedro o Grande, czar de Todas as Rússias

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1793 - EX-REI DA FRANÇA LOUIS CAPET É GUILHOTINADO


Às 10h20, de 21 de janeiro de 1793, na Praça da Revolução (atual Place de La Concorde), Louis Capet, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa. Preso nas Tuileries com sua família desde o mês de agosto de 1792, a Convenção o acusa de ser um traidor da Nação. Suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdôo meus inimigos; desejo que minha morte seja...” No entanto, o final de suas palavras seria coberto pelo rufar do tambor anunciando sua execução. Em 16 de outubro do mesmo ano seria vez de sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.

Luis XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luis XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim reverter o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.

Mais Hoje na História:
20/01/1993 - Morre aos 63 anos a famosa atriz de cinema Audrey Hepburn
19/01/1983 - O ''Carniceiro de Lyon", Klaus Barbie, é preso na Bolívia
18/01/ 1701 - Nasce o Reinado da Prússia no seio do Sacro Império Romano Germânico
17/01/1961: Eisenhower alerta para risco do 'complexo militar industrial'

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros, agiotas e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa, proletários, aprendizes, pequenos artesãos, e os camponeses livres e semi-livres.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos de classe, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembléia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coalizão entre nobreza e clero barrava a aprovação de leis mais avançadas.
Contando com o apoio de integrantes dos demais estados, o Terceiro Estado forçou a adoção de voto por cabeça o que garantiu um amplo leque de reformas. Acuado o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Rebelados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembléia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembléia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação econômica vivida, a população começa a se mobilizar. No dia 14 de julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a se mudar para as Tuileries. Em junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luis e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luis XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional. Em novembro, ficaram provadas as maquinações contra-revolucionárias com a Áustria e outras nações estrangeiras, o que levou o rei a ser julgado por traição pela Convenção.

Em janeiro seguinte, Luis foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de janeiro, caminhou imperturbável para a guilhotina.


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1937 - POLÍCIA REPREENDE COM VIOLÊNCIA GREVE NA GM EM FLINT, MICHIGAN

 

Em 11 de janeiro de 1937, depois de operários que ocupavam a fábrica de automóveis da General Motors em Flint, Michigan, permanecerem com os os braços cruzados por duas semanas, a polícia tenta evitar a entrada de alimentos fornecidos por simpatizantes do lado de fora e inicia um violento conflito.
Wikicommons


Grevistas na unidade da General Mortos em Flint, estado de Michigan

Grevistas e mesmo policiais ficaram feridos na chamada “Batalha dos Touros em Disparada”. Depois do conflito de 11 de janeiro, o governador de Michigan, Frank Murphy, chamou a Guarda Nacional para cercar o edifício da fábrica. Contudo, o governador, que queria preservar sua reputação de amigo dos trabalhadores, decidiu não ordenar uma invasão.

A greve foi organizada pelo sindicato United Auto Workers (UAW) que queria que a GM, então a maior fábrica de automóveis do mundo, a reconhecesse como a única autoridade para negociar do lado dos empregados de todas as fábricas da companhia. O UAW, fundado em 1935, exigia também melhorias nas condições de trabalho e maior segurança para os trabalhadores da GM.

Além da unidade de Flint, a fábrica nº 2 Unidade Fischer, operários de outras unidades da GM em Michigan e outras partes do país entraram em greve no final de 1936 e começo de 1937. Muitos norte-americanos simpatizaram com o movimento grevista, o que levou o presidente Franklin Roosevelt a se envolver nas negociações para pôr fim à paralisação.

Leia mais:
Hoje na História: Alemanha nazista funda a Volkswagen
Hoje na História: Henry Ford põe em prática o fordismo
Hoje na História: Ford adota jornada de 40 horas semanais de trabalho
GM entra com pedido de concordata nos EUA; governo dará US$ 30 bilhões para reestruturação

Resultado da greve
A greve durou mais de um mês e terminou com a GM concordando em conceder à UAW o direito de negociar pelos trabalhadores sobre uma variedade de itens relacionados com a melhoria das condições de trabalho. Logo depois, os trabalhadores da Chrysler também entraram em greve e finalmente também ganharam o direito de serem representados pela.

A Ford Motor Company foi a mais resistente das Três Grandes Fábricas Automotores. O fundador, Henry Ford, era intransigentemente contrário aos sindicatos e evitou que sua companhia assinasse um acordo com a UAW até 1941.

Atualmente, a UAW expandiu sua presença para incluir trabalhadores de outras áreas na indústria automobilística e é conhecida como International Union, United Automobile, Aerospace and Agricultural Implement Workers of America (Trabalhadores da União Internacional, Automóveis Unidos, Aeroespacial e Implementos Agrícolas da América), mas reconhecidamente perdeu combatividade. A UAW possui mais de 500 mil membros ativos e ainda mais filiados aposentados nos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico.

Outros fatos marcantes da data:
11/01/49 a.C.:Júlio Cesar atravessa o rio Rubicão
11/01/1928: Stalin bane Trotsky da União Soviética
11/01/532: Eclode a sedição de "Nika" (Vitória) em Constantinopla

FONTE: OPERA MUNDI

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

HOJE NA HISTÓRIA: 1863 - É INAUGURADA EM LONDRES A PRIMEIRA LINHA DE METRÔ DO MUNDO

 

Idealizado por Charles Pearson, o primeiro metrô do mundo é inaugurado em Londres às 6 horas da manhã de 10 de janeiro de 1863. A linha, com extensão de 6,5 quilômetros, permitiu ligar a rua Farringdon à rua Paddington. Malgrado os problemas de aeração, os trens do metrô funcionavam a vapor. Durante o primeiro dia, o "London Metropolitan" – hoje em dia conhecido como U-Tube (Undergraound Tube – tubo subterrâneo) transportaria cerca de 30 mil passageiros.

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Dentro das primeiras carruagens do Metropolitano de Londres, 1870


A construção de estradas de ferro teve início no Reino Unido no começo do século 19. Em 1854, seis terminais ferroviários haviam sido construídos fora do centro de Londres. O congestionamento do tráfego na cidade e nas áreas circunvizinhas havia crescido significativamente nesse período, em parte devido à necessidade dos viajantes de trem de completar sua ida ao centro da capital por transporte de superfície. A ideia de construir uma ferrovia subterranea para ligar o centro de Londres com os terminais ferroviários foi inicialmente proposta nos anos 1830, mas somente nos anos 1850 é que a ideia foi levada a sério como solução para o congestionamento de tráfego.

Em 1854, o Parlamento aprovou a construção de uma ferrovia subterrânea. A “The Great Western Railway” (GWR) deu o suporte financeiro ao projeto quando se acordou que haveria uma junção ligando a linha subterrânea com seu principal terminal ferroviário em  Paddington. A GWR concordou também em projetar trens especiais para a nova ferrovia.

Uma escassez de fundos atrasou a construção por vários anos. Durante esse período, Charles Pearson, procurador da cidade de Londres, defendeu insistentemente o avanço da construção. Propôs planos para a demolição de favelas anti-higiênicas que seriam substituídas por novas acomodações para os seus habitantes nos subúrbios, com a nova ferrovia proporcionando o transporte para os seus locais de trabalho no centro da cidade. Em 1859, Pearson conseguiu persuadir a municipalidade a ajudar a financiar a construção e os trabalhos recomeçaram em fevereiro de 1860, sob o comando do engenheiro John Fowler.

Leia mais:
Hoje na História: 1793 - É inaugurado o Museu do Louvre em Paris
Hoje na História - 1768: Primeiro circo moderno é encenado em Londres
Hoje na História: 1900 - Claude Monet expõe pela 1ª vez as ninféias

A “Metropolitan Railway” foi inaugurada e não demorou para que a média de pessoas transportadas por dia ascendesse a 26 mil. Nos anos seguintes, trabalhos incessantes levaram à inauguração de diversas outras linhas. O metro londrino tinha inicialmente duas vias com bitolas distintas permitindo a utilização tanto dos trens especialmente desenhados quanto dos trens comuns de superfície. Já em março de 1869 foi padronizada uma única bitola para todos os trens do sistema.

Os primeiros túneis foram cavados usando principalmente o método de construção “cut-and-cover” (cortar e cobrir). Isto causava um transtorno muito grande, pois exigia a demolição de inúmeras propriedades na superfície.

O Metropolitano de Londres tem 268 estações e aproximadamente 400 quilômetros de trilhos, fazendo deste o maior sistema de metropolitano pelo comprimento da sua rota e um dos mais servidos em termos de estações. Há, no entanto, um grande número de antigas estações e túneis hoje em dia fechados. Em 2007, mais de um bilhão de viagens foram efetuadas, com um número recorde de passageiros. O recorde anterior era de 976 milhões de passageiros, numa média de 2,67 milhões de usuários por dia, em 2004 e 2005. A estação mais utilizada de todo o sistema de metropolitano é a Estação de King's Cross St Pancras.

O Metropolitano de Londres fez história durante a Segunda Guerra Mundial, quando praticamente todos os cidadãos londrinos se refugiaram nos seus túneis durante os bombardeios alemães na Batalha da Inglaterra.


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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

HOJE NA HISTÓRIA: 1939 - UNIÃO SOVIÉTICA É EXPULSA DA LIGA DAS NAÇÕES

 

A Liga das Nações, organização internacional destinada a garantir a paz mundial, formada no final da Primeira Guerra, decide em 14 de dezembro de 1939 expulsar a União Soviética em represália à invasão da Finlândia pelo Exército Vermelho em 30 de outubro.

A URSS não havia sido aceita no início pela organização devido aos projetos de exportação da revolução e da luta para levar o socialismo ao mundo todo. Só alguns anos mais tarde, em 1934, com as mudanças na política internacional soviética, o país entrou na Liga das Nações.

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Mapa do mundo entre 1920 e1945, mostrando a Liga das Nações

Embora a Liga das Nações fosse quase uma invenção do presidente norte-americano Woodrow Wilson, os Estados Unidos, que tinham assento permanente em seu Conselho Executivo, nunca se juntaram à ela. Isolacionistas no Senado norte-americano tentaram dissuadir o país a intervir na Primeira Guerra Mundial, alegando que o conflito era mais uma guerra civil europeia do que uma verdadeira guerra mundial.

Apesar de a Liga ter nascido com a nobre missão de prevenir e evitar outra “grande guerra”, logo se mostrou ineficaz, incapaz de proteger a China de uma extensa invasão japonesa ou a Etiópia de uma ocupação italiana. A Liga foi também impotente para reagir à remilitarização da Alemanha, o que se constituía numa flagrante violação do Tratado de Versalhes, o documento que estabeleceu formalmente os termos da paz para o fim da Primeira Guerra Mundial.

Início da Segunda Guerra

A Alemanha nazista e o Império do Japão retiraram-se da Liga em 1933 e a Itália fascista fez o mesmo em 1937. Os interesses estratégicos da União Soviética nos anos que antecederam a Segunda Guerra tornaram-se evidentes com a celebração do Pacto Molotov-Ribbentrop e a consequente ocupação do oriente da Polônia em setembro de 1939, alegadamente para proteger seus “irmãos de sangue” os ucranianos e os bielo-russos das ameaças da Alemanha e da Polônia.


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Os países bálticos – Lituânia, Letônia e Estônia – pressionados por Moscou, assinaram tratados de defesa e assistência mútua, cujos termos permitiam à União Soviética implantar bases aéreas e navais nesses territórios. Entretanto, a invasão da Finlândia, para o que não havia aparentes justificativas aos olhos dos membros da Liga das Nações, visto que não existia tratado firmado nem provocações partidas do Estado escandinavo que pudessem justificar a agressão, resultou numa reação de condenação em escala mundial.

Mesmo o presidente Roosevelt, considerado por muitos como um aliado da União Soviética, condenou publicamente a invasão levando os soviéticos a desistir de participar da Exposição Mundial de Nova York do ano seguinte.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

HOJE NA HISTÓRIA: 1987 - COMEÇA A PRIMEIRA INTIFADA NA FAIXA DE GAZA

 

As primeiras manifestações na Faixa de Gaza contra a invasão israelense, denominadas Intifada – "levante" em árabe – têm início em 9 de dezembro de 1987. Um dia antes, um caminhão israelense se chocou contra uma camioneta transportando trabalhadores palestinos do campo de refugiados de Jabalya, matando quatro e ferindo dez.
Wikicommons

Cartaz usado no período da Primeira Intifada, representando os territórios ocupados e Israel


Os palestinos viram o incidente como um ato deliberado de retaliação à morte de um judeu em Gaza alguns dias antes. No dia seguinte, tomaram as ruas em protesto, queimando pneus e atirando pedras e coquetéis molotov contra os policiais e tropas israelenses. Até que, em Jabalya, uma patrulha do exército de Israel atirou contra os manifestantes, matando um jovem de 17 anos e ferindo outros 16. Em 10 de dezembro, paraquedistas israelenses foram enviados a Gaza para sufocar a violência e os distúrbios se espalharam pela Cisjordânia, também ocupada por Israel.

Nove de dezembro marcou o início formal da Intifada, mas demonstrações de pequena escala e atos de violência dirigidos contra israelenses vinham em escalada crescente durante meses. O ano de 1987 marcou o 20º aniversário da conquista por Israel da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Após a Guerra dos Seis Dias, Israel instalou administrações militares nos territórios ocupados e anexou permanentemente Jerusalém Oriental. Com o respaldo do governo de Tel Aviv, colonos israelenses mudaram-se para os territórios ocupados, tomando terras palestinas. Em dezembro de 1987, 2200 colonos armados ocuparam 40% de Gaza, enquanto 650 mil palestinos em condições de pobreza ficaram concentrados nos outros 60%, fazendo da porção palestina uma das áreas mais densamente povoadas do mundo.

Política
A revolta da população palestina passou logo a ser controlada por líderes que formaram o Comando Nacional Unificado da Revolta que tinha vínculos com a OLP (Organização pela Libertação da Palestina). Embora as imagens de jovens palestinos lançando pedras contra as tropas de Israel tenham dominado o noticiário da televisão, o movimento espalhou entre toda a sociedade palestina. Setores proprietários e grupos de mulheres juntaram-se aos militantes em greves, boicotes e outras táticas mais sofisticadas em sua luta por conquistar a soberania palestina.

Em julho de 1988, o rei da Jordânia, Hussein, renunciou a toda responsabilidade administrativa da Cisjordânia, reforçando, por conseguinte, a influência palestina sobre o território. Em novembro de 1988, a OLP aprovou a proclamação do estabelecimento de um Estado palestino independente. Entrementes, a Intifada persistia e por ocasião de seu primeiro aniversário mais de 300 palestinos já haviam sido mortos, mais de 11 mil, feridos, e muitos outros presos.

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Processo de paz
Nas últimas semanas de 1988, Yasser Arafat surpreendeu o mundo ao denunciar o terrorismo, reconhecendo o direito do Estado de Israel a existir e autorizando o início das negociações de paz com Israel. Em 1992, Yitzhak Rabin, líder do Partido Trabalhista israelense, tornou-se primeiro ministro, comprometendo-se a se envolver imediatamente no  processo de paz. Congelou novos assentamentos israelenses nos territórios ocupados e a Intifada foi suspensa depois de cinco anos.

Em 1993, negociações secretas entabuladas em Oslo resultaram na assinatura da histórica declaração de princípios em Washington. O acordo determinou a retirada das tropas israelenses de Gaza e da cidade de Jericó e o estabelecimento de um governo palestino com autoridade sobre grande parte da Cisjordânia.

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A despeito das tentativas de setores extremistas de ambos os lados de sabotar o processo de paz por meio da violência, os israelenses completaram sua retirada em maio de 1994. Em julho, Arafat entra em Jericó e estabelece seu governo. Em 1994, Arafat, Rabin, e o ministro do Exterior, Shimon Peres receberam em conjunto o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços de reconciliação.

Em 1995, Rabin foi assassinado por um extremista de direita judeu num comício pela paz em Tel Aviv e o processo de paz israelo-palestino, sob o governo de seus sucessores, Shimon Peres, Benjamin Netanyahu e Ehud Barak entrou num impasse para em seguida ser desmantelado.
Em setembro de 2000, irrompeu a Segunda Intifada, após Ariel Sharon, líder do partido direitista Likud, visitar o Monte do Templo, um local de grande significado religioso, controlado pelos muçulmanos.

 

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hoje na História: Nikita Khrushchov é escolhido primeiro-ministro da União Soviética

 

Em 27 de março de 1958, o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Khruschov substitui Nikolai Bulganin como primeiro-ministro soviético, tornando-se o primeiro líder desde Josef Stalin a deter simultaneamente os dois postos mais altos da URSS.
Khruschov, nascido numa família camponesa da Ucrânia em 1894, trabalhou como mecânico mineiro antes de se filiar ao Partido Comunista Bolchevique em 1918. Em 1929, foi a Moscou, ascendendo a passo firme os escalões partidários. Em 1938 foi designado primeiro-secretário do Partido Comunista da Ucrânia, tornando-se colaborador próximo de Josef Stalin. Em 1953, com a morte de Stalin, disputou com o seu sucessor, Gueórgui Malenkov, a posição de primeiro-secretário do Partido Comunista. Khruschov venceu a disputa, restando a Malenkov o posto de primeiro-ministro, um cargo mais protocolar. Em 1955, Malenkov foi substituído por Bulganin, nome do bolso do colete de Khruschov.

Em 1956, Khruschov denunciou Stalin, os expurgos da década de 1930, o culto à personalidade e a extrema centralização do poder em um relatório secreto lido no 20º Congresso do PCUS. Produzindo um clima de distensão que produziu a libertação de milhares de prisioneiros políticos. A repercussão no bloco soviético da Europa Oriental dessa nova atmosfera de liberdade foi quase imediata. Ocorreram sublevações na Polônia, Hungria e Tchecoslováquia. Na Polônia, Khruschov conseguiu negociar uma solução diplomática, mas, na Hungria, tropas e tanques do Pacto de Varsóvia tiveram de conter a rebelião à força.

O programa de "desestalinização" de Khruschov encontrou firme oposição dos chamados linhas-duras do Partido Comunista. Em junho de 1957 esteve perto de ser desbancado de seu posto de primeiro-secretário. Após breve porém acirrada disputa, conseguiu remover Malenkov e outros líderes partidários que se opunham a ele e se firmar na chefia do partido. Em 27 de março de 1958, o Soviet Supremo aprovou por unanimidade sua nomeação para o cargo de primeiro-ministro da URSS. Ocupando os dois cargos mais proeminentes do país, tornou-se o líder indiscutível da nação.

Em termos de política externa, o princípio defendido por Khruschov era o da “coexistência pacífica” com o Ocidente. Dizia "nós oferecemos aos países capitalistas uma competição pacífica”. Na corrida espacial, a URSS sob o governo Khruschov, saiu na frente lançando os primeiros satélites e cosmonautas. A visita aos Estados Unidos em 1959 foi saudada como uma nova era nas relações entre as duas superpotências. Contudo a década seguinte, os anos 1960, registraram perigosas baixas nesse relacionamento.

Últimos anos

Em 1960, Khruschov abandonou uma cúpula há muito aguardado das quatro maiores potências nucleares que tratava especificamente do "caso do U-2", avião espião que foi abatido em espaço aéreo da União Soviética. Em 1961, autorizou a construção do Muro de Berlim, uma solução drástica para a conjuntura vivida pela Alemanha Oriental.

Em outubro de 1962, a União Soviética e os EUA estiveram à beira de um conflito nuclear devido à instalação de mísseis que poderiam levar bombas nucleares em sua ogiva em território cubano. Depois de 13 dias de tensas negociações, chegava ao fim a Crise dos Mísseis de Cuba, quando Khruschov concordou em retirar suas armas ofensivas. Em contrapartida os Estados Unidos se comprometeram em não invadir Cuba.

A solução encontrada para a Crise dos Mísseis mereceu fortes críticas de Fidel Castro, quem não havia sido consultado previamente, criticando a União Soviética de ter se curvado à pressão de Washington. Esse fato mais a grave crise agrícola naquele período e ainda a deterioração das relações entre os soviéticos e a China, que também criticava a moderação e a hesitação de Khruschov em muitos aspectos de sua política externa levaram a uma crescente oposição a ele dentro das fileiras partidárias. Em 14 de outubro de 1964, Leonid Brejnev, protegido e assessor imediato de Khruschov, organizou um bem-sucedido golpe palaciano. Khruschov foi então abruptamente tirado do poder em seus dois cargos: o de primeiro-ministro e o de primeiro-secretário.

Retirou-se para o ostracismo nos arredores de Moscou, onde viveu até a morte, em 1971.


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