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quarta-feira, 15 de abril de 2015

MAS AFINAL O QUE É MITOLOGIA


Mitologia é o principal assunto aqui do blog. Já tem algum tempo que me perguntam isso e ainda não tinha feito um post para responder, afinal o que é mitologia que tanto falamos aqui?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

LOCALIZAÇÃO DOS MUNDOS NÓRDICOS



Recentemente recebemos a pergunta de um leitor sobre a localização dos mundos da mitologia nórdica. 

Yggdrasil, é a árvore da vida da mitologia nórdica. Estudos indicam que os nórdicos localizavam a árvore no centro do universo.  Ou seja a árvore serve de conexão entre os mundos, tornando acessível para os deuses e outros seres que conseguissem ter acessos aos vias, ou galhos que ligam um mundo a outro.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MITOLOGIA NÓRDICA - WELAND - FERREIRO DOS DEUSES




Também conhecido como Volundr ou Wayland, era o deus artesão. Conhecido por confeccionar espadas magicas e outras armas para os Aesir. Também por ter forjado a espada e cota de malha usada pelo herói Anglo-saxão Beowulf. 


terça-feira, 23 de setembro de 2014

MITOLOGIA NÓRDICA - AEGIR - O DEUS VANIR DOS MARES





Aegir é um deus Vanir do panteão nórdico. Ligado as forças da natureza, controlando os ventos e correntes marítimas, personificando assim o poder do oceano. Surgia dos mares anunciando tempestades e naufrágios. 

sábado, 29 de junho de 2013

MITOLOGIA NÓRDICA - HODUR - O DEUS CEGO




Olá caros leitores, que tal um pouco de mitologia nórdica hoje? Para hoje vou falar de um deus que é pouco falado, a não ser por ter provocado a morte de forma acidental, do próprio irmão. Hodur é seu nome.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

RESULTADO ENQUENTE - BATALHA ENTRE ZEUS E ODIN



Pessoal acaba de encerrar a votação para descobrir quem venceria o confronto entre os deuses Zeus e Odin. Agora vou divulgar qual foi o resultado:


E o deus que venceria o combate segundo os leitores foi 
ZEUS


Confira como ficou o resultado da votação:


Obrigado a todos que participaram e até a próxima enquete. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

RESULTADO DA ENQUETE - MITOLOGIA FAVORITA


Pessoal acaba de encerrar a votação para a mitologia favorita dos leitores do blog. Agora vou divulgar qual foi o resultado, o que me deixou muito surpreso pois pensei que seria a mais conhecida que a mitologia grega.


E a mitologia favorita dos leitores do blog é a MITOLOGIA NÓRDICA


Confira como ficou o resultado da votação:





Obrigado a todos que participaram e até a próxima enquete. 


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - A CONSTRUÇÃO DO MURO DE ASGARD

Odin Cavalgando Sleipnir portando a lança Gungnir


Durante muito tempo os deuses viveram ao lado dos mortais. Porém certa vez eles decidiram que precisavam ter sua própria morada para se proteger de seus terríveis inimigos. Sendo assim iniciariam a construção de sua morada, o reino de Asgard. Originalmente nome do palácio dos deuses, mas confundido pelos primeiros pesquisadores como sendo o nome dado a morada dos deuses. Que inicialmente era Godheim

Ocorre que quando finalmente terminaram a construção de seu reino. Os deuses se deram conta que haviam esquecido de um detalhe fundamental para proteger o reino de seus inimigos, os gigantes. Em sua construção, não haviam nem mesmo pensado ou considerado erguer uma muralha. E isto atormentou profundamente Odin, que agora se dera conta de quão descuidado havia sido. 

Bem, neste momento, chega a Asgard um homem em seu cavalo. E ele fica maravilhado com a construção dos deuses, porém é rápido ao observar que não havia nenhum muro protegendo o reino de ataques. E imediatamente faz tal observação aos deuses, que passam a observar o viajante. Este espertamente se oferece para construir os muros para os deuses, e imediatamente todos ficam maravilhados com a idéia. Mas Odin, o pai de todos os deuses, desconfia das intenções do homem e prontamente o pergunta qual seria o pagamento exigido por ele para  realizar a tarefa. O homem diz então ser o melhor construtor de todo o mundo, e que em forma de pagamento ele deseja apenas a mão da deusa Idunna em casamento. Isto enfureceu todos os deuses, afinal Idunna é a guardião das maçãs douradas, que conferem os deuses a imortalidade. 

Imediatamente Tyr, e Heimdell tratam de expulsar o homem, mas são interrompidos por Loki, que arrisca uma proposta que deixou Odin de cabelo em pé. Ele disse ao homem que caso ele seja capaz de construir o muro em 6 meses, então ele teria a mão de Idunna como prêmio. Todos os deuses presentes se manifestaram contra a proposta de Loki, mas este os ignorou e continuou com sua oferta para o homem. O homem que antes havia prometido construir o muro em 1 ano, aceitou a oferta. Desceu de seu cavalo Svadilfair, atrelou uma espécie de trenó no animal, e começou a trazer enormes blocos de pedra para construir o muro. Todos os deuses estremeceram-se diante do entusiasmo do forasteiro. Exceto Loki que sobre a circunstância teria dito. — Não se preocupe Idunna, este entusiasmo todo, é somente no primeiro dia. Tenho certeza que amanhã ele já estará totalmente cansado. Porém ao contrário do que previa o deus travesso, no dia seguinte o entusiasmo do forasteiro só aumento, de forma que ao fim do primeiro mês ele já havia erguido um bom pedaço do muro. 

O tempo passou e agora restavam apenas cinco dias para terminar o prazo do construtor, e um pequeno pedaço do muro para ser terminado. Odin então convocou a todos os deuses para um reunião onde deveriam decidir o que fazer, pois o All father (pai de todos os deuses) estava desconfiado devido ao vigor que trabalhava aquele construtor, que tratava-se de um gigante disfarçado. Após muito discussão, onde o principal réu era Loki, o deus saiu do palácio com a incumbência de fazer algo para deter o construtor. Afinal de contas, foi ele quem fez o acordo com o forasteiro. 

Loki então deixa o palácio e se embrenha em meio a floresta. E volta de lá em forma de uma bela égua branca, e imediatamente começa a relinchar para o cavalo Svadilfair, que rompe os freios que o mantém atado ao trenó. E corre imediatamente atrás da bela égua, deixando o construtor surpreso, que ainda tenta alcançar o cavalo em vão. Os dois então desaparecem na floresta. O construtor ficou furioso e percebeu que aquilo deveria ser uma estratégia de Loki para que ele não pudesse terminar a construção no prazo combinado. E então decidi assumir sua verdadeira forma física, se transformando em gigante, e assim continua a construção do muro. 

De seu palácio, Odin assistia a toda cena, e quando percebeu que seus pressentimentos estavam corretos. Libertou um de seus lobos para que convocassem seu filho Thor, imediatamente e para que ele impedisse que o muro fosse finalizado. Thor imediatamente lançou mão de seu martelo Mjollnir e veio atender o chamado do pai. 

Quando chegou encontrou o gigante trabalhando a todo vapor. Suando intensamente devido a tarefa. O suor era tamanho que fora capaz de derreter todo o gelo. Quando Thor o avistou, segurou firme seu martelo e ordenou ao gigante que parasse o trabalho, afinal ele não era de fato o construtor que havia dito ser. Mas o gigante não parou, de forma que o deus do trovão, lançou seu martelo com toda sua força contra a cabeça do gigante, que ficou totalmente esmigalhada. O golpe fora dado no momento correto, pois faltava apenas mais uma pedra para que o muro fosse completado. Todos os deuses ficaram agradecidos a Thor, em especial a deusa Idunna, que sofreu terrivelmente durante os últimos seis meses. Então para comemorar a vitória eles festejaram com bastante bebidas e comidas durante aquela noite. A certa altura deram por falta de Loki na festa que desde a última vez que desaparecera na floresta seguido pelo cavalo, não fora avistado. 

Certo dia, Loki reapareceu, trazendo com sigo um cavalo negro de oito patas, ao qual deram o nome de Sleipnir. Odin ficará completamente encantado com o cavalo, e obviamente Loki não hesitou em entrega-lo ao deus, que assim esqueceu toda a besteira feita por Loki e passou a ser dono do cavalo mais rápido dos nove reinos.

BIBLIOGRAFIA:

  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • A.S.Franchini, Carmen Seganfredo, As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica, Editora Arte e Ofícios. ISBN 85-7421-103-6
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - SIF "A DEUSA DOURADA"



Olá meus amigos, retorno hoje com mais um post sobre MITOLOGIA NÓRDICA, e para hoje vou falar sobre a deusa SIF, conhecida como "a deusa dourada" mas muitos vão se lembrar dela como a esposa de THOR. 

SURGIMENTO

Sif, era uma linda mulher conhecida como "a deusa dourada", provavelmente receberá este apelido por possuir uma cabeleira loira, longa e farta. Ela Regia a beleza, o amor, a fertilidade, a vegetação e principalmente favorecia os campos de trigo. Era casada com Thor e com ele teve dois filhos Ullr e Thrud, e assim como outras divindades, Sif, também fora acusada de ser adúltera por Odin e Loki. A passagem onde Loki corta os cabelos da deusa enquanto ela dormiu, que seria uma punição por traição. Porém o seu marido Thor ficou ao seu lado. E você pode ler está história aqui

Fontes antigas relacionavam a deusa como sendo uma Vanir, e que ela representava os mais elevados valores sociais e morais, que podem ser traduzidos em códigos de lealdade e coragem, muito presentes na cultura nórdica.

FIGURA MITOLOGIA E CULTO

Sif, era considerada como a deusa da colheita, como dito acima, ela favorecia os campos de trigos, e acreditava-se que em noites quentes de verão, quando ela e Thor faziam amor, raios caiam sobre os campos e desta forma o amadurecimento dos grãos seria acelerado. Por tanto, Sif, era reverenciada como deusa da colheita, da riqueza, do bem estar familiar e também por manter as paz entre as tribos. 

REPRESENTAÇÃO

Como dito Sif ostentava uma enorme cabeleira loira, era vista trajando simples roupas de camponesa, mas sua condição divina era evidencia pela própria cabeleira e também por seu cinto de ouro, cravado com pedras preciosas. 

Seus símbolos eram: espigas e campos de trigo, trança, pão, colheita, objetos de ouro, cabelos louros, espelho, enfeites, tudo que representava a beleza. 
Suas Runas eram: Jera, Sowilo, Berkana, Ingwaz, Ziu, Sol.

VERSO DO POEMA EDDICO VOLÜSPÁ

"...Then he went forth far and wide over the lands, and sought out every quarter of the earth, overcoming alone all berserks and giants, and one dragon, greatest of all dragons, and many beasts. In the northern half of his kingdom he found the prophetess that is called Síbil, whom we call if, and wedded her. The lineage of Sif I cannot tell; she was fairest of all women, and her hair was like gold..."  Snorri Sturlson em Prose Edda.

TRADUÇÃO
"...Então ele saiu forte, sobre as longas terras, e procurou em cada canto da Terra, superando sozinho todos os berseks e gigantes, e um dragão, o maior de todos os dragões, e algumas bestas. E no norte da metade do seu reino ele encontrou uma profetiza, que era chamada Sibil, ao qual nos chamamos de Sif, e casou-se com ela. A linhagem de Sif eu sei dizer. Ela era a mais bela de todas as mulheres, e seu cabelo era como ouro..." Snorri Sturlson em Prose Edda.


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - HEL, SENHORA DO MUNDO SUBTERRÂNEO



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre a deusa HEL, conhecida como SENHORA DO MUNDO SUBTERRÂNEO. 

Hel era a regente nórdica do reino subterrâneo, senhora do mundo dos mortos e do além conhecido como Nifelhel, cujo nome foi usado pelos missionários cristãos como sinônimo do inferno. Mas na verdade o significado de seu nome era "aquela que esconde ou cobre", pois em seu reino, formado por nove círculos, para onde iam as almas dos mortos por doença, ou velhice. 

Hel era filha da giganta Angrboda e do deus Loki, irmã dos monstros Jormungand e Fenrir. Vivia em seu palácio sombrio e gelado conhecido como Elvidner (miséria), onde ela se alimentava de um prato chamado "fome", usando um garfo chamado "penúria", servida por seus auxiliares "senilidade" e "decrepitude", e era defendida pelo cão Garm. O caminho de sua morada era conhecido como "provação", que atravessava o "rio dos ecos", Gjoll, guardado pela giganta Mordgud, passava pela "floresta de ferro", com árvores metálicas cujas folhas cortavam como punhais. 

A cidade de Hel chamada de Valgrind, era povoada por trolls, encarregados de levar os inimigos das divindades para serem "cozidos" no borbulhante caldeirão Hvergelmir. Próximo a este caldeirão estava a fonte que o alimentava, e ali também estava a raiz "infernal" de Yggdrasil, escondida do dragão Nidhogg, que roía sem cessar. 

A senhora do subterrâneo possui um pássaro vermelho-escuro que irá anunciar, com seu canto. o inicio do Ragnarök, onde Hel, irá se juntar a seu pai Loki para destruir os Aesir, porém ao final ela também morrerá, junto com as deusas Bil e Sol

Hel representava a lua negra, a face escura da Deusa, a Ceifadora, a Mãe Devoradora, o aspecto sombrio de Frigga, enquanto Nifelhel simboliza a parte profunda do inconsciente, a sombra, a sede de conflitos, dos traumas, das fobias. Halja era o termo nórdico para "limbo" o plano sutil onde as almas esperavam a vez para encarnar, transformada pelo cristianismo em um lugar de danação e expiação. 

Hel aparecia com uma mulher meta branca, meta preta e metade viva e metade morta. 

Simbolo: Foice, clepsidra, caldeirão, ponte, espiral de nove voltas, máscaras de animais. 
Runas: Wunjo, Hagalaz, Nauthiz, Isa, Eihawaz, Yr, Ear.


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - TYR "O DEUS DA BATALHA"



Olá meus amigos, retornando de um longo hiato, devido a várias acontecimentos profissionais e pessoais. Então retorno hoje com mais um post sobre MITOLOGIA NÓRDICA, e hoje vou falar sobre o deus TYR,  conhecido como o deus das batalhas. 


SURGIMENTO
A origem do deus Tyr se perdeu nos tempos remotos. Outrora era conhecido como Tiwaz ou Teiwaz, pelos povos indo-europeios, sendo venerado por eles como o supremo deus celeste. Mais tarde foi adotado pelos   povos nórdicos e teutônicos, e por eles era venerado como o Pai Celeste e como Senhor da Guerra. 

Tyr era considerado filho de Odin com a deusa Nerthus, e era também conhecido como Tuísco. Era pai de Ingvio, Irmio, e Istvio, considerados por muitos os precursores das três tribos germânicas primordiais, aquelas que mais tarde deram origem a todas as outras. 

Em seu mais conhecido mito, Tyr, é o deus que se arrisca a colocar a sua mão na boca do lobo Fenrir, como garantia da palavra dos deuses. Você pode ler está história clicando aqui! O que o levou a ficar sem a mão. Nos mitos mais recentes Fenrir é o adversário de Odin, mas nas versões antigas é com Tyr que o lobo tem sua contenda. 

FIGURA MITOLÓGICA E O CULTO
Mesmo sendo associado a guerra, Teiwaz, não era um deus sanguinário. Ele também era considerado um deus protetor das leis, onde sempre era invocado para resolver disputas nas assembleias, onde eram estabelecidas leis. Como seu sucessor Tyr, também passou a exercer tais funções e a partir dai sempre que havia necessidade de se fazer um juramento, era em seu nome que as pessoas juravam, estes não podiam ser quebrados, sobre pena de serem punidas pelas divindades. Seu culto tem principalmente função de batalha, justiça e juramentos, como descrito acima. 

REPRESENTAÇÃO
De acordo com representações rupestres da Idade do Bronze encontradas na Escandinávia, onde é retrato um homem com apenas um braço empunhando uma espada, este seriam uma referencia ao culto ao deus Tiwaz, onde depois de transformações, passou a ser este o culto ao deus Tyr

Ele é descrito como sendo um homem forte, alto, de cabelos loiros trançados, olhos azuis, portando um elmo de chifre, a espada marcada com a runa de Tyr, um manto, botas de pele de lobo, e no lugar de um cinto, usava uma corda com nós. Faltando uma mão e um olho por isso, também portava um tapa olho de couro preto. 

Como deus celeste, Tyr é associado a várias estrelas, principalmente a Sirius, que em persa antigo se chama Tir e significa flecha, não coincidentemente, está é a forma da runa associada a Tyr. Uma outra relação é encontrada em um poema rúnico cuja origem é anglo-saxã, fala-se de uma estrela polar de nome Tyr, que era vital para orientação dos navegadores durante a noite, assim com o sol, seria durante o dia. 

Símbolos: Escudo, elmo, flecha, espada, juramentos, leis, ordem, a estrela Polar e Arcturus, Sirius e as Plêiades; 
Runas Associadas: Gebo, Algiz, Tiwaz, Sowilo, Mannaz, Dagaz, Ac, Ear, Wolfsangel e Ziu; 

VERSO DO POEMA EDDICO VOLÜSPÁ
"Or are the gods yet more?" Hárr said: "Yet remains that one of the Æsir who is called Týr: he is most daring, and best in stoutness of heart, and he has much authority over victory in battle; it is good for men of valor to invoke him. It is a proverb, that he is Týr-valiant, who surpasses other men and does not waver. He is wise, so that it is also said, that he that is wisest is Týr-prudent." Snorri Sturlson em Prose Edda.

Tradução
"Ou são os deuses ainda mais? "Harr disse:" No entanto, é que um dos Æsir que é chamado Týr: ele é mais ousado, melhor e altivez do coração, e ele tem muita autoridade sobre a vitória na batalha, e é bom para homens valentes invocá-lo. E é um provérbio, que ele é Týr-valente, que supera os outros homens e não vacila. Ele é sábio, por isso também é dito que aquele que é mais sábio, é Týr-prudente." Snorri Sturlson em Prose Edda.


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - O MITO DE MIMIR, "O MAIS SÁBIO"



Olá meus amigos, retorno com mais MITOLOGIA NÓRDICA, e hoje vou falar sobre o mito do deus MIMIR, e ver como acabou guardião de uma das fontes de Yggdrasil

Mimir era conhecido como o mais sábio dos Aesir, ele também era o guardião de uma das fontes que brotava das raízes de Yggdrasil, a mesma fonte onde Odin, em troca do conhecimento da fonte, entrega um de seus olhos a Mimir, como isso passa a enxergar os dois mundos, o real e o transcendental. 

O mito de Mimir é um tanto quanto complexo, pois relata-se que ele sofre influências de várias divindades, de tradições diferentes. Mas sabe-se que era um dos Aesir, e que fora cedido aos Vanir, juntamente com o silencioso Hoenir, como uma das condições de paz. Apesar de sábio Mimir dificilmente compartilhava sua sabedoria com os outros, e o completo e total silencio de Hoenir, terminará por enfurecer os Vanir, e estes cortaram a cabeça de Mimir

Bem, Ocorre que Odin embalsamou a cabeça do deus, colocou na fonte de Yggdrasil, e utilizando de seu conhecimento rúnico, acaba conseguindo fazer a cabeça falar, e assim passa a utilizar a cabeça como fonte de adquirir mais conhecimento mágico e rúnico. Alguns autores chegam mesmo a afirmar que nesta fonte é que estavam as runas, ocultas, "as muitas verdades desconhecidas pelo homem". 

A confusão do mito de Mimir, se dá exatamente devido a essa batalha entre os clãs Aesir e Vanir, alias isto é corriqueiro entre divindades adversárias, acontece que quase sempre entre as religiões existem essa disputa, os deuses vão sendo substituídos pelos novos credos, os antigos são difamados e acabam por serem esquecidos. (vale o parentese para dizer que o Cristianismo é um grande exemplo disto). E ainda existe uma divergência com relação a sabedoria. Alguns a atribuem a Mimir e outros a Kvasir. Mimir era descendente de gigantes, enquanto Kvasir fora gerado através da saliva dos Aesir e dos Vanir. Mas ambos acabam perecendo e Odin herda suas habilidades. 

A relatos de que Hoenir e Mimir, seriam representações dos poderes cognitivos de Odin. O nome Hoenir derivava-se de hugr, e Mimir de minni e eram raízes para os nomes Huginn e Muninn, nome dos corvos de Odin, que eram a representação dos poderes cognitivos do deus. Portanto dizem ser Mimir a memória de Odin, e a consulta a sua cabeça pelo deus simboliza o acesso ao conhecimento oculto, vedado aos novatos e permitidos aos iniciados da tradição. 

Vale dizer também que na fonte de Mimir, está o ouvido do deus Heimdall, o deus branco da luz, o guardião da ponte Bifrost. Desta forma ele poderia ouvir tudo o que acontece nos mundos de baixo e de cima da árvore da vida. 

VERSO DO POEMA EDDICO VÖLUSPÁ

"But under that root which turns toward the Rime-Giants is Mímir's Well, wherein wisdom and understanding arestored; and he is called Mímir, who keeps the well" Snorri Sturlson em Prose Edda.


TRADUÇÃO
"Mas embaixo da raiz que virava na direção do Rime-Giants está a fonte de Mimir. Onde a sabedoria e o entendimento estão armazenados, e é chamado Mimir, aquele que guarda a fonte."  Snorri Sturlson em Prose Edda.


SIMBOLOS: fonte, poço, lago, cabeça, memória, estudo, olhos, artes, poesia, música, ciência, magia. 
RUNAS: Ansuz, Gebo, Peonth, Mannaz, Laguz, Othala, Dagaz, Os. 



BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - FREY, SENHOR DA FERTILIDADE



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre o deus FREY, que era conhecido como O senhor, assim como Freyja era conhecida como A Senhora.

SURGIMENTO
Frey era filho de Nerthus e Njord, era irmão gêmeo de Freyja e marido de Gerda, Ele também era o regente de Alfheim, o reino dos elfos claros responsáveis pelo crescimento e florescimento da vegetação. Era também deus da fertilidade e da abundância e da paz, era conhecido como "O Senhor".

Em alguns lugares o mito de Frey aparece como uma consorte de Freyja ( Consorte seria pessoa que compartilha sorte, direitos, titulos, poder de outra) e herda da mãe Nerthus (a Terra Ancestral) os seus atributos e características. 

Um dos símbolos de Frey é o navio Skidbladnir, feito pelos anões, aqueles mesmos que fizeram os presentes para Loki dar aos Aesir. Um dos atributos deste navio, era a capacidade de atingir sozinho o destino desejado por seu senhor, outro era o fato de que mesmo sendo um enorme navio, capaz de abrigar todos os Aesir a bordo, ele poderia ser dobrado e diminuído a ponto de caber no bolso de seu senhor. 

Outro artefato mágico portado por Frey, era uma incrível espada flamejante que somente com o comando da voz ela poderia desferir golpes contra o adversário, e era a única arma capaz de evitar o ataque do gigante Surt. Curiosamente, Frey abre mão de sua espada e seu cavalo, para se casar com sua esposa Gerd. Não se sabe se a espada foi para ela ou para o pai da noiva, fato é que Surt irá utiliza-la no Ragnarök e com isso Frey luta utilizando chifres de alce.

FIGURA MITOLÓGICA E CULTO
Frey era um deus benéfico para a natureza e também para a humanidade, sendo invocado para trazer um tempo bom, calor, fertilidade, prosperidade e paz. Seu culto sobrevive a cristianização e ele vem a ser chamado de Veraldar God "deus do mundo". Frey era conhecido dos dinamarqueses como Frodhi, enquanto para os saxões ele era reverenciado como Ing ou Yngvi

E na Suécia existia um templo chamado de Uppsala, onde O Senhor era reverenciado no solstício de inverno com um festival nomeado de Fröbolt, onde ocorriam sacrifícios ainda nos tempos dos vikings e existem relatos até mesmo de sacrifício humano. O culto a Frey tinha como objetivo incentivar a fertilidade dos campos e a reprodução dos animais, trazendo prosperidade. 

REPRESENTAÇÃO
Frey era representado nu, sentado com um enorme falo ereto, e um chapéu pontudo (todos os símbolos fálicos fazendo referencia a sua principal característica que era a de fertilidade). Também foi representado como um homem forte e ágil, com barba e cabelos ruivos, de olhos verdes, vestindo uma túnica e calça branca, bostas e cinto de couro preto e várias pulseiras de prata nos braços. 

SÍMBOLOS: Sol, luz, calor, espada, elmo, barco, chifres, pulseiras, carruagem, sino, elfos, colina, câmara subterrânea, emblemas de javali, símbolos fálicos, adornos de chifres. 
RUNAS ASSOCIADAS: Fehu, Raidho, Gebo, Jero, Sowilo, Ingwaz, Ac. 




BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - O SEQUESTRO DA DEUSA IDUNNA



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou contar a história do roubo das maçãs douradas. Aqueles frutos que os deuses consumiam para serem imortais (Leia aqui). Vamos ver também como Loki acaba sendo aprisionado e castigado após mais essa travessura. 

Certa vez, Odin e Loki estavam caminhando por uma região herma, e inóspita. Enquanto caminhavam conversam sobre a curiosidade entre outras coisas, provavelmente Odin tentava ensinar algo ao Loki, mas este estava preocupado demais com a terrível fome que sentia, e interrompeu a falacia de Odin, dizendo que estava com fome. Odin então concordou em parar para comer. Fizeram assim uma fogueira as pressas e colocaram um bom pedaço de carne para assar. 

Enquanto tentavam manter o fogo aceso, repararam que começou uma forte ventania, e estava quase impossível manter o fogo aceso. Loki estava intrigado para saber de onde estava vindo tal ventania, e quando olharam para cima, avistaram a maior águia dos nove mundos. Loki não exitou em dizer — O que pensa que está fazendo sua ave idiota. E águia então respondeu dizendo que estava se refrescando. Odin então perguntou porque a ave estava tomando tal atitude. E a águia respondeu dizendo que eles estavam em seu dominio e que nenhuma carne seria comida se ela não tivesse o seu pedaço. Os deuses então consentiram com a imposição da ave contanto que restasse algum pedaço para eles. 

A águia então desceu e começou a se deliciar com a carne, mas ao contrario do que havia dito, a águia não deixou praticamente nada para os deuses. Loki ficou enfurecido e começou a ofender a ave pois não havia deixado nara para eles. Loki pegou um pedaço de galho no chão, e começou a fincar a ave, foi quando percebeu que o galho havia ficado preso a uma das penas da ave, e que ele não conseguia, imediatamente a águia começava a alçar voo, levando junto consigo Loki, e este entrou em desespero e começou a gritar por ajuda. 

Já no alto, a águia começou a fazer um voo rasante sobre uma floresta, fazendo com que Loki se chocasse contra os galhos das arvores. Seguindo voo, logo quando saiu da floresta, Loki estava completamente machucado e a águia continuou sua tortura e mergulhou sua presa no mar, fazendo com que a água salgada penetrasse nas feridas de sua presa. Quando saiu do mar, disse ao deus Loki que ela não era bem uma águia, e sim o gigante Thiassi, disfarçado de águia, e somente iria liberta-lo se ele trouxesse para ele todas as maçãs da imortalidade, e Loki concordou imediatamente com o pedido do gigante.

Loki, voltou a Asgard, e tratou de procurar a ingenua Idunna, e convenceu a deusa que ele havia encontrado um outro pomar com frutos muito parecidos com os do pomar da deusa Idunna. E fez com que Idunna fosse com ele e ainda carregando os frutos. Mal saiu de Asgard, já foi raptada pela mesma águia que havia prendido Loki. Gritando por socorro, cada vez mais afastando se chão, a ia sendo carregada para longe. 

Os deuses não tardaram a  sentir o efeito da ausência das maçãs, e começaram a envelhecer cada vez mais, todos eram muito antigos e tão logo ficaram sem comer suas maçãs, eles começaram a envelhecer proporcionalmente aos longos anos de vida. Thor, chegou apoiado em seu martelo como se fosse uma bengala, gritando onde estavam as malditas maçãs, ele tinha os cabelos completamente brancos, sem os dentes na boca, procurando desesperadamente as maçãs. Emfim, todos eles estavam caquéticos, e então chegou Loki, que havia simulado uma aparente velhice, mas ele continuava a ser jovem pois havia ganho do gigante algumas maçãs como recompensa. E logo os deuses perguntaram a ele se sabia de algo que pudesse explicar o acontecido. Loki então havia dissimulado uma resposta, mas então uma tempestade caiu e fez com que escorresse as cinzas falsas que ele havia colocado no cabelo. Todos ficaram furiosos e já praticamente sabiam o que estava acontecendo, e exigiram de Loki que trouxesse a deusa e suas maçãs de volta pois temeu a ira dos deuses. 

Loki se transformou em uma águia, e voo para Jötunheim, e chegando ao esconderijo do gigante Thíassi, onde matinha prisioneira a deusa Idunna, que também estava envelhecida, pois o gigante impedia ela de consumir os frutos. Loki recuperou os frutos e tratou de dar a deusa para que ela comesse e imediatamente ela recobrou sua jovialidade e ambos alçaram voo para longe do cativeiro. Foi quando Loki percebeu que em seu encalço vinha o gigante metamorfoseado de águia e vinham agitando suas gigantescas asas. A medida que se aproximavam, Thor pode avistar o que se passava, e os deuses tiveram a ideia de ascender uma imensa fogueira, tão logo Loki, passasse e assim foi feito, o fogo subiu intenso queimando o gigante em forma de águia, fazendo assim com que Loki e Idunna se salvasse. Logo os deuses estavam rejuvenecidos, após comer as maçãs da imortalidade. 

Após isso, os deuses decidiram que Loki havia ido longe demais em suas brincadeiras e resolveram puni-lo, e armaram uma armadilha para captura-lo, e de lá ele só saíra no Ragnarök para liderar o exercito de gigantes. Mas essa história eu conto em um próximo post. 


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • A.S.Franchini, Carmen Seganfredo, As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica, Editora Arte e Ofícios. ISBN 85-7421-103-6
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - IDUNNA - GUARDIÃ DAS MAÇÃS ENCANTADAS




Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre a deusa Idunna ou Idun, que era guardiã das maçãs douradas. E você nem imagina o quão importante estes frutos eram para os Aesir. 

SURGIMENTO
Idunna era filha de Frigga, e esposa de Bragi, deus da poesia. Eles viviam no palácio de Brunnaker, de onde saia todos os dias carregando um cesto cheio de maçãs douradas para levar até os deuses. Estas maçãs eram responsáveis pelo jovialidade e imortalidade dos deuses, sem estas eles começariam a envelhecer e poderiam morrer. 

FIGURA MITOLOGICA E O CULTO
Não há indícios de um culto a Idunna, mas sua importância para os próprios deuses eram enorme, pois se ficassem sem suas maçãs, não seriam imortais. Em um dos mitos da deusa, ela estava sentada em Yggdrasil,a Árvore do Mundo, quando adoece e cai no reino de Hel e de lá não foi capaz de retornar até que estivesse completamente curada. Outro mito não menos importante diz que no Ragnarök, Idunna desaparece nas raízes de Yggdrasil e de lá surge na "Idade de Ouro" para distribuir suas maçãs aos novos deuses. 

A principal crença ligada a deusa Idunna, é que quando iam enterrar os mortos era comum cerca-los de maçãs ou ovos pintados, justamente para que pudessem alcançar a eternidade. 

REPRESENTAÇÃO
A deusa Idunna era representada como uma donzela jovem, gentil e suave, e muito ingênua, que podia ser facilmente ludibriada. Era a deusa da vegetação e da eterna renovação, guardiã das maçãs douradas que mantinham o vigor e juventude das divindades. 

Runas Associadas: Gebo, Jera, Berkana, Laguz, Cweorth. 
Símbolos: cesta com maçãs, suco de maçã, primavera, baú dourado, harpa, harpa, lua crescente, ovos tingidos de vermelho, raízes, Árvore do Mundo.


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - A PONTE BIFROST



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre a ponte BIFROST, uma ponte curiosa que ligava os reinos de YGGDRASIL a ASGARD, o reino dos deuses.

Bifrost (em germânico significa: o "caminho tremulo") é a ponte mistica que interliga os três níveis dos nove mundos de Yggdrasil, e pode ser vistas nas cores vermelho, verde ou azul, sendo que o vermelho chega a ser tão intenso quanto o fogo. Por toda extensão da ponte também é possível ver as Runas gravadas.

Bifröst tem como guardião o deus Heimdall (leia aqui), que deve protege-la de qualquer tentativa de aproximação dos inimigos dos deuses (os gigantes).

A ponte foi feita pelos deuses com magia, e é muito, muito forte mesmo, mas ainda sim pode ser destruída pelos gigantes de Muspelheim. O trecho a seguir retirado de um dos poemas do Edda em prosa, descreve exatamente está conversa, onde é constatada a possibilidade de destruir a ponte.


"Then said Gangleri:"To my thinking the gods did not build the bridge honestly, seeing that it could be broken, and they able to make it as they would." Then Hárr replied: "The gods are not deserving of reproof because of this work of skill: a good bridge is Bifröst, but nothing in this world is of such nature that it may be relied on when the sons of Múspell go a-harrying." Snorri Sturlson, em Prosa Edda. 

TRADUÇÃO. 
"Então disse Gangleri: "Eu acho que os deuses não construíram a ponte honestamente, parece que ela pode ser destruída e seria possível fazer isto." Então Hárr respondeu: Os deuses não merecem reprovação por este trabalho habilidoso: uma boa ponte Bifröst é, mas nada neste mundo é de natureza que não possa ser invocada pelos filhos de Muspell." Snorri Sturlson, em Prosa Edda.

BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - HEIMDALL, O DEUS BRANCO DA LUZ





Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre o deus HEIMDALL, conhecido como o DEUS BRANCO DA LUZ, e também por estar protegendo a ponte que leva a ASGARD.

SURGIMENTO
O surgimento deste deus é obscuro, pois o poema que continha a descrição desta história se perdeu no tempo. Sabe-se que Heimdall é filho das "nove mães", conhecidas como "donzelas das ondas" e supostamente o pai era Odin, que em certa época era amante das donzelas das ondas.

Heimdall é dotado de incrível visão e audição, consegue por exemplo enxergar perfeitamente durante a noite, e podia ouvir por exemplo a grama crescendo em Midgard. Outra característica interessante era que ele não precisava dormir, dessa forma se mantinha em alerta o tempo todo. Conta o Edda em prosa que ele guardava seu ouvido na fonte de Mimir, e por isto podia ouvir tudo o que acontecia nos nove mundos de Yggdrasil.

Conta as lendas que Heimdall teria ido a Midgard sobre a persona de Rig, e lá ele se hospeda na casa de três familias distintas (uma humilde, outra mediana e a ultima muito rica), e ele dormiu na cama do casal entre o homem e a mulher, e assim passados nove meses, nasceu um filho em cada família, sendo estes os ancestrais de cada casta, os servos, os camponeses donos de terras, e os nobres e chefes das tribos.

No Ragnarök, Heimdall enfrentará seu inimigo eterno inimigo, o deus da trapaça, Loki, e a este ele vencerá, porém após a peleja, acabará morrendo pelos ferimentos sofridos durante o combate.

FIGURA MITOLÓGICA E O CULTO 
Não há indícios de um culto ao deus Heimdall, sabe-se que sua principal atribuição era guardar a ponte  Bifrost ou ponte do Arco-iris, que leva ao mundo dos Aesir. E também que deveria tocar sua corneta Gjallarhorn se qualquer inimigo se aproximasse e também para avisar aos deuses que o Ragnarök iria começar.

REPRESENTAÇÃO
Heimdall era descrito como sendo alto, de cabelos escuros, queimados pelo sol, rosto pouco enrugado.  estia uma túnica branca, usando botas de pele de foca, ainda utilizando pulseiras de ouro  e prata nos braços. Carregava em uma das mãos uma pesada espada.

Runas Associadas: Kenaz, Raidho, Algiz, Mannaz, Dagaz;
Símbolos: corneta, chifre de soprar (no Brasil berrante), elmo, espada, portal, ponte, mar, arco-íris, a via Láctea, e a estrela Regulus. 

BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - OS GIGANTES



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre os GIGANTES, seres que são os principais inimigos dos Aesir.

Não há relatos sobre isto, mas é conhecido em toda a mitologia nórdica que os gigantes, são, sempre foram e sempre serão inimigos dos Aesir, porém não existe nada que conte o porque desta disputa, de onde surgiu ou porque começou. Tudo que se sabe é que Odin, Vili e assassinaram o gigante Ymir (uma figura hermafrodita), e de seus restos eles criaram Midgard (A Terra), mas não quer dizer que a disputa entre eles começou ai. 

Os Gigantes eram divididos em três grupos diferentes.

Os Risi: Eram gigantes mesmos, possuíam grandes proporções físicas, eram considerados como habitantes primordiais das terras nórdicas, seres bondosos, e podiam se relacionar com os seres humanos. 

Os Etins ou Jötnar: conhecidos pela força anormal, de dimensões variáveis, idade avançada e com tamanhos e dimensões físicas variantes. Ora podiam ser altos como os Risi, oura poderiam ser baixos. Donos de uma vasta sabedoria que acumularam durante os milênios por terem se mantido neutros na disputa dos Thursar contra os Aesir

Os Thursar: Representavam as forças brutas, sem consciência, antagônicas as forças que eles tentavam destruir em sua luta contra os Aesir. Eram apenas arquétipos das forças naturais, podia ter a forma de gelo ou de fogo, e não podem ser classificados como maus. 

Bem, vale dizer que os Aesir respeitavam e até amavam as gigantas, nunca as atacavam, com a exceção de Thor, que matou a giganta Gjalp, atirando uma enorme pedra em sua vagina, porque ele acreditava que o fluxo do rio que ele estava tentando transpor, tinha origem na menstruação da giganta. Os próprios Odin, Vili e são descendentes de gigantes, Bestla e Bor, eram a mãe e o pai deles. 

Conta-se que as gigantas eram muito bonitas, mulheres atraentes, corajosas, detentoras de poderes mágicos e conhecedoras do wyrd (destino), E muitas delas serviram de amantes aos deuses Odin e Thor

Voltaremos a falar mais sobre gigantes em breve. 


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - CRIATURAS - ANÕES





Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar sobre CRIATURAS, e hoje será sobre os ANÕES, que assim como os ELFOS, eles estão presentes na literatura de J.R.R. TOLKIEN


Conta a cosmologia nórdica, os Anões surgiram quando os Aesir mataram o gigante Ymir, e os anões começaram a brotar do corpo do gigante, como se fossem vermes, e se estabeleceram no reino de Svartalfheim, o reino dos elfos escuros, e estes muitas vezes eram confundidos com os Anões. Em alguns contos não há distinção entre um e outro, para alguns ambos seriam as mesmas criaturas.

Os anões seriam criaturas telúricas, detinham as habilidades mágicas, manuais. Deixavam ser avistados pelos homens próximos a grutas e entradas de minas e conheciam bem os tesouros escondidos. Sua habilidades como ferreiros era conhecida por todos nos nove mundos. Eles ainda eram conhecidos por qualidades como, incrível destreza, por sua longevidade, por serem egoístas, mesquinhos e ávidos por riquezas.

Sua aparência é descrita como sendo seres de cabeça grande, sempre com uma barba comprida, rosto franzino, pernas curtas e tronco atarracado. Usavam roupas de couro, e um avental onde carregavam suas ferramentas, e ainda possuíam gorros que os fazia desaparecer assim que os colocassem no meio da névoa. Não existiam anões do sexo feminino, por isso eles sempre copulavam com deusas e com mortais em troca de jóias, armas e outras objetos por eles fabricados. Como é o caso do colar da deusa FREYJA, que para consegui-lo ela teve relações com os quatro anões que fizeram a jóia.

Eram divididos por tarefas, sendo cada grupo responsável por determinada atividade e à esse grupo era dado um nome. eram:
Os Tomtes, cuidavam dos cavalos;
Os Tusse, das fazendas;
Os Haugbo, da terra;
Os Nisse, dos barcos;
Os Gruvra, das minas;
Os Nokk, dos rios;

Todos eles possuíam um temperamento vingativo, se sofressem algum tipo de humilhação ou agressão, eles revidariam contra os agressores, seja pregando peças, escondendo objetos ou até mesmo causando prejuízo de qualquer ordem a eles.

Dentro os objetos e armas mágicas que por eles foram confeccionados, se  destacam, Mjöllnir o martelo de Thor, a lança encantada Gungnir, que jamais erraria o alvo; O barco mágico de Frey, Skidbladnir, que poderia ser encolhido até caber no bolso; o anel mágico de Odin, Draupnir, que multiplicava por nove, sempre na nona noite; o cabelo de ouro da deusa Sif; o javali de ouro Gullinbursti, que brilhava no escuro, o colar mágico de Freyja, Brisingamen e o palácio inacessível da curandeira Mengloth.


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

MITOLOGIA NÓRDICA - FRIGGA A DEUSA MÃE



Olá meus amigos, hoje em MITOLOGIA NÓRDICA, vou falar da deusa FRIGGA, conhecida como a "Grande Mãe" ou "Mãe de todos os Aesir".

SURGIMENTO
Frigga era filha da deusa da Terra, Fjorgyn, e irmã de Thor, e esposa de Odin. Seu nome significa "A Amada". Teria herdado da mãe a qualidades da sabedoria e telúrica. Com Odin teve os filhos Baldur, Bragi, Hermod, Hodur, Idunna. Apesar de ter uma origem telúrica, ele também era uma divindade celestial, e de seu trono em Asgard, ela conseguia ver tudo o que acontecia nos nove mundos, e assim podia partilhar suas visões com Odin. A ela também competia a tarefa de cuidar das almas dos guerreiros escolhidos por Odin.

Frigga era considerada um perfeito modelo de esposa fiel. Certa vez um incidente envolvendo, ninguém mais ninguém menos do que Loki, que a acusou de ter vivido com Vili, e Ve, os irmãos de Odin, enquanto este saiu em uma de suas viagens aos nove mundos. Para muitos isto não aconteceu, pois muitos acreditam que Vili e Ve, são manifestações de mesmo deus, ou seja, seriam manifestações do próprio Odin.

Frigga vivia em seu palácio, acompanhada de doze deusas que a auxiliavam em suas tarefas. Eram elas: Eir, Fulla, Gefjon, Gna, Hlin, Lofn, Saga, Sjofn, Snotra, Syn, Var e Vor. Muitos consideravam isto arquétipos da própria Frigga, que estás seriam apenas personas assumidas por ela para desempenhar múltiplos papéis para o povo nórdico, mas também aparecem como divindades individuais

FIGURA MITOLÓGICA E O CULTO 
Frigga, ou "A grande mãe" para os nórdicos, desempenhava o papel de tecer com seu fuso de ouro o fio do destino, que depois era passado para o cuidado das Nornes, e também as nuvens.

Ela também era invocada durante a gravidez, em partos afim de proteger a nova vida, e em praticamente todos os momentos mais importantes da vida das mulheres. Basicamente era a padroeira das mulheres, e em tudo que as relacionava, maternidade, casamento, família e o lar, a sabedoria, tolerância, paciência, perseverança, e a lealdade. Também possuía o poder da precognição que poderia ser usado para aconselhamento, e a Odin ela sempre o aconselhava.

Também era cultuada por ser a deusa da primavera, a quem eram ofertados flores, ovos coloridos que os antigos acreditavam que iriam propiciar fertilidade e renovação. E também conhecida por ser a padroeira do tempo, da tecelagem, pois teria sido ela quem ensinara as mulheres a fiar e tecer, e castigava aquelas que eram tidas como preguiçosas.


REPRESENTAÇÃO
Frigga era descrita como sendo uma mulher muito bela, madura, com cabelos longos e prateados que eram trançados com fios dourados. Vestia um lindo manto azul bordado sempre coberta de jóias e ouro, pois assim como Freyja, ela era apaixonada por ouro, e possuía também um colar muito precioso.

Runas Associadas: Fehu, Ansuz, Eihwaz, Perthro, Berkana, Laguz, Inguz, Ac, Yr.
Seus símbolos eram: A constelação de Órion (chamada de Frigge rocken, "o fuso de Frigga"), a constelação de Ursa Menor ("o carro de Frigga"), roca de fiar, tear, chaves, manto, o céu noturno coberto de estrelas, entre outros. 


BIBLIOGRAFIA:
  • Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC. 
  • Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
  • Diocionário da Mitologia Germânica.
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